quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O CRISTÃO E A POLÍTICA

"O Cristão deve ter coerência e ética na hora de votar."
Entrevista com : Pr. Ronaldo Fonseca - Presidente do Conselho Político da CGADB

Com a aproximação das Eleições Municipais, os debates sobre a coerência na hora de votar se acentuam. Em entrevista ao MP, o Pr. Ronaldo Fonseca, Presidente do Conselho Político da CGADB, fala sobre a postura do cristão na hora de escolher seus representantes.


MP- Qual a importância do cristão saber em quem votar? O brasileiro deve escolher bem seu representante. Como cristãos essa responsabilidade aumenta. Não se deve escolher apenas o melhor, ele tem que possuir caráter íntegro e ser temente a Deus.o brasileiro não deve decidir o voto apenas pelas informações veiculadas na mídia, pois o marketing eleitoral é muito forte e tenta persuadir a votar sem reflexão. Meus irmãos, não vamos comer gato por lebre.

MP - Como as igrejas devem lidar com assédio dos candidatos em busca de votos?
A primeira orientação é aos pastores: é preciso não aceitar candidatos que não tenham vínculos maduro e transparente com a igreja, bem como não receber ofertas financeiras de candidatos em troca de votos. Por outro lado, quem indica o candidato é o pastor, mas quem vota é o membro. Se a membresia perceber que o candidato é corrupto, leva uma vida pregressa e usa o poder econômico para ganhar votos, não vote nele.

MP - As igrejas devem indicar um candidato próprio?
Se a igreja puder oferecer um bom nome para ser representante, é ótimo. E se ele for cristão melhor ainda. Mas, não se pode indicar alguém só porque ele é evangélico e membro da igreja. É necessário saber se ele tem condições para ocupar este cargo, se o poder não vai lhe subir a cabeça e se é realmente incorruptível. A igreja não pode decidir de forma cega e apaixonada.

MP – Qual a postura do cristão em cobrar o cumprimento das promessas eleitorais?

O cristão deve fiscalizar as atitudes do prefeito e principalmente as dos vereadores, porque eles propõem leis que podem prejudicar principalmente os cidadãos evangélicos. A igreja não deve olhar para o próprio umbigo, mas para a sociedade onde está inserida. Muitos cristãos também devem parar com a busca por vantagens pessoais.


(Fonte: Mensageiro da Paz – Ano 78 – N° 1479 – Agosto de 2008)

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Celson Coêlho