quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PENSANDO EM 2010 (3).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

PENSANDO EM 2010 (2)

sábado, 26 de dezembro de 2009

PENSANDO EM 2010.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O APOCALIPSE... E AGORA?

*Celson Coêlho


21 de dezembro de 2012!
Essa é a data precisa (?) para o fim do mundo. Ao menos no novo filme “hollyoodiano” chamado 2012.
Está concepção foi expressa por alguns escritores com base no em um dos calendários maia. Isso mesmo! Deixe-me explicar: Primeiro, a civilização Maia (que teve seu auge por volta 300 a 900 da era cristã, na América Central) dispunha de TRÊS calendários. O divino, o civil e o de longo prazo. Segundo, os próprios maias não previam o fim do mundo nessa data, apenas sua contagem (no 3º calendário) parou em 21 de dezembro de 2012. David Stuart, especialista em epigrafia maia, da Universidade do Texas, esclarece que “os maias nunca afirmaram que isso era o fim do mundo.” (VEJA, 4 de novembro, 2009)
Diante do afã “hollyoodiano” em encher seus cofres e da natureza humana em conhecer seu futuro temos muitas “vozes” sobre o apocalipse e sobre o fim do mundo.


OS FILMES DE HOLLYOOD

Isabela Boscov nos lembra que o enredo do Apocalipse, há milhares de anos, nunca deixa de aterrorizar e fascinar a humanidade.
Este misto de medo e curiosidade em relação ao tempo futuro, principalmente o fim da humanidade, concede ótimas histórias literárias e cinematográficas. A sétima arte é a que mais sabe tirar proveito desse prazer inexplicável de assistirmos a nossa própria destruição.
Filmes como Apocalipto, Eu Sou a Lenda, 2012 – o dia do juízo final (1ª versão), Presságio e a 2ª versão de 2012 têm levado milhões de pessoas as telonas e feito ótimas bilheterias (BOSCOV).
As editoras brasileiras também têm abocanhado parte desse “bolo”. Em fevereiro deste ano, conforme a revista Veja (4 de fevereiro, 2009), 6 livros em nossa língua tratavam, como enredo principal, sobre o fim do mundo ou do calendário maia. Já no site Amazon, 275 livros falam sobre 2012, acrescenta André Petry. No Orkut encontramos comunidades com mais de 15.000 pessoas que discutem o assunto, completa.
A verdade é que “enquanto o fim dos tempos não chega, Hollywood e a indústria do misticismo faturam com ele.” (VEJA, 4 de fevereiro, 2009)


O LIVRO APOCALIPSE NA BÍBLIA

Todas as grandes religiões têm em seu arcabouço doutrinário previsões em relação ao fim mundo. Muitas seitas também buscam inspiração no fim dos tempos.
A Bíblia Sagrada traz princípios que estruturam a concepção cristã sobre o fim do mundo. Uma verdade que precisa ser esclarecida é que o conteúdo bíblico sobre o assunto não se resume apenas ao livro do Apocalipse. Outros livros da Bíblia também expressam verdades sobre o futuro da humanidade. A área da Teologia que trata do estudo sobre os tempos futuros é chamada de ESCATOLOGIA.
Devido à riqueza do conteúdo do livro de Apocalipse sobre o fim do mundo e da sua popularização sobre o evento, iremos observar algumas considerações sobre o último livro da Bíblia cristã.
O LIVRO de Apocalipse tem seu nome extraído da primeira palavra do texto grego. "Apokálipsis" é o substantivo derivado do verbo "apokaliptein", que significa DESVENDAR.
Este termo também tem sido usado para referir-se a literatura que traz em seu bojo um conteúdo profético e simbólico. Assim temos a LITERATURA APOCALÍPTICA. Em nossa Bíblia, os livros de Daniel e Ezequiel contêm material de natureza apocalíptica em seus textos.
Ao dissertar sobre as características da literatura apocalíptica, HALE, especialista em estudos do Novo Testamento, esclarece: “Toda literatura apocalíptica é escatológica, mas as duas não são idênticas... A escatologia pode existir e frequentemente existe nos escritos básicos, separada das seções apocalípticas. Por outro lado, o apocalíptico é sempre escatológico...” (pg 426)
O AUTOR de Apocalipse é declarado em seu próprio texto como sendo JOÃO (Ap 1.1,4,9; 22.8), o mesmo escritor do evangelho e das epistolas que levam seu nome.
O SEU CONTEÚDO tem como tema central a Segunda Volta de Cristo (Ap 1.7). LADD (pg 573 e 574) orienta que entendamos sua mensagem a partir de seu esboço que pode ser indicado pela expressão “em espírito” (Ap 1.10; 4.2; 17.3; 21.10)
Na primeira parte temos Cristo exaltado e as cartas as igrejas (Ap 1.9 a 3.22); Na segunda parte vemos um trono celestial com um livro selado (Ap 4.1 a 16.21); Posteriormente encontramos o relato da grande prostituta, Babilônia (Ap 17.1 a 21.8); e por fim, encontramos a Jerusalém celestial, a noiva (Ap 21.9 a 22.5).
As palavras de SUMMERS expressam, de forma resumida, o conteúdo do livro:
“O Apocalipse é uma série de imagens apocalípticas concedidas a João pelo Espírito Santo com o fito de apresentar Cristo como eternamente vitorioso sobre todas as condições temporais, e assim encorajar os cristãos do tempo de João e de todos os tempos até o retorno do nosso Senhor. É uma mensagem de aviso à Igreja para que guarde sua pureza e não se misture com o mundo. É, ainda, uma mensagem de aviso aos inimigos da igreja, afiançando-lhes que a igreja, pelo poder de Cristo, finalmente sairá vitoriosa, e que todos quantos a combatem afinal se verão derrotados pela justiça do Divino poder.” (pg 99)


CONCLUSÃO

Enquanto o fim dos tempos não vem...
Hollyood continua faturando (alto). Em alguns momentos nos entretemos, pois depende da qualidade do filme (o que parece faltar na 2ª versão de 2012). A pessoas continuam especulando.
E a igreja...
Em relação as nossas decisões e princípios com relação ao futuro, tenhamos como base a “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1.1) e que possamos “atestar a palavra de Deus” (Ap 1.2), assim com João o fez, pois “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escrita, pois o tempo está próximo.” (Ap 1.3)


REFERÊNCIAS

BOSCOV, Isabela. LOUCOS PELO APOCALIPSE. Revista Veja (15 de abril de 2009)

HALE, Broadus David. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO NOVO TESTAMENTO. Rio de Janeiro: JUERP.1983.

LADD, George Eldon. TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO. 3ª Ed. São Paulo: Exodus. 1997.

MORAES, Renata. e LIMA, Roberta de Abreu. O FIM DO MUNDO VEM AÍ. DE NOVO.Revista Veja (4 de fevereiro de 2009).

PETRY, André. O FIM DO MUNDO EM 2012. Revista Veja (4 de novembro de 2009)

SUMMERS, Ray. A MENSAGEM DO APOCALIPSE. 4ª Ed. São Paulo: JUERP. 1980.


(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: http://www.ebqrecife.blogspot.com/)


*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

TUDO COMEÇA EM DEUS (Nova revista para EBQ 2010)


A SECRETARIA GERAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA (SGEC), orgão oficial da Igreja do Evangelho Quadrangular, responsável pela EDUCAÇÃO em nossa igreja a nível nacional, faz o lançamento da nova revista do Departamento de Educação Bíblia Quadrangular (DEBQ) para o 1º trimestre de 2010.
As novas lições terão seu caminho trilhado pelo primeiro livro da Bíblia, GÊNESIS: o início de Deus para nós. "No princípio criou Deus..." (Gn 1.1)
Recheada de lições práticas para nossas vidas, o que é peculiar ao autor (Pr. Josadak Lima), a nova revista vem consolidar o trabalho da SGEC em editar revistas para nossas Escolas Bíblicas. A novidade desta revista é que ela passa a ser TRIMESTRAL.

Amigos PASTORES, DIRETORES, PROFESSORES E ALUNOS DE NOSSAS ESCOLAS BÍBLICAS, a SGEC está fazendo sua parte... vamos fazer a nossa.


PARA SOLICITAÇÕES EM PERNAMBUCO ENTRAR EM CONTATO COM: ebqrecife@hotmail.com ou pelo meu telefone. Os que não tiverem o número posso passar por email ou solicitar na secretaria IEQ sede: (81) 3269-3860.


SUMÁRIO DA NOVA REVISTA

Lição 1: Tudo começa em Deus
Lição 2: A obra prima do criador e o estabelecimento da família
Lição 3: Não erre o alvo!
Lição 4: Dando o seu melhor para Deus
Lição 5: Semeando vento, colhendo tempestade
Lição 6: Caminhando em direção ao que Deus planejou para você
Lição 7: Planejando a vida segundo a vontade de Deus
Lição 8: Marcas da espiritualidade cristã
Lição 9: O caminho do crescimento espiritual
Lição 10: Construindo uma fé madura
Lição 11: Exemplo de uma paciência piedosa
Lição 12: O aprendizado da formação espiritual
Lição 13: Colhendo as recompensas da fidelidade


Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SILVIO SANTOS FALA SOBRE DEUS

ASSISTAM SÍLVIO SANTOS FALANDO SOBRE DEUS, A VIDA, GENEROSIDADE, JUDAÍSMO, ETC... TUDO NO AR PELO SBT.


sábado, 5 de dezembro de 2009

ESCLARECIMENTO

Amigos leitores do NOSSO BLOG,
Nesse mês de novembro precisei ficar ausente. Viajei a trabalho para Minas Gerais. Por esta razão não foi possível realizar postagem em NOSSO BLOG.
Nesse mês de dezembro (2009) nossas postagens estarão normalizadas.
Iniciaremos uma nova faze de postagens, AS ENTREVISTAS. Já estamos com uma importantíssima entrevista em fase de conclusão.
O CURSO DE DOUTRINA BÍBLICA ON-LINE também está sendo elaborado.

Aguardem as novidades...
QUE DEUS NOS ABENÇÕE!!!

Celson Coêlho

terça-feira, 27 de outubro de 2009

HOMENAGEM AOS PROFESSORES DO NOSSO DEBQ

O VÍDEO ABAIXO É PARTE DA HOMENAGEM FEITA AOS PROFESSORES E LÍDERES QUE FAZEM PARTE DO DEBQ SEDE EM RECIFE. ESTA HOMENAGEM FOI REALIZADA NO CULTO DE DOMINGO À NOITE, DIA 17/10/09.

PARABÉNS MESTRES!!!


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PAIDAGOGOS

(Estatueta produzida na Grécia Antiga em
terracota representando o escravo pedagogo)
Por Celson Coêlho*

Duas passagens do Novo Testamento trazem a palavra grega que é traduzida por PEDAGOGO. O termo, que é título dessa postagem, encontra-se em 1º Coríntios 4.15 e Gálatas 3.24 e 25. As traduções para o português nos revelam um pouco do seu significado. A Nova Versão Internacional (NVI) traz o termo “TUTOR”. A Tradução Revista e Atualizada traz “PRECEPTOR”. A maioria das outras versões traz o termo arcaico “AIO”.

O apóstolo Paulo faz uso, primeiramente (1Co 4.15), para ensinar que muitos poderiam ter auxiliado os coríntios na vida cristã mas ele (Paulo) os havia gerado em Cristo. No segundo uso (Gl 3.24 e 25), o termo está inserido no âmago da teologia paulina, a questão do valor da Lei. Esta serviu para conduzir os judeus a Cristo. Em coríntios a idéia é de supervisor, em Gálatas, de condutor.

O uso corrente do termo à época do Novo Testamento nos dá a idéia da pessoa responsável pela criança (entenda-se MENINO). A mãe cuidava do seu filho até os 7 anos de idade. O cuidado no lar. A partir dos 8 anos essa criança deveria ir para escola. Aqui entra a figura do PAIDAGOGOS. Ele não era o professor. Não era o responsável pelas aulas em si. Até aquele menino completar 18 anos, o PAIDAGOGOS seria seu responsável. Barclay esclarece este relacionamento do PAIDAGOGOS para com o menino: deveria mantê-lo em segurança; carregar seus livros; fiscalizar sua conduta na escola e na rua; fazê-lo respeitar os de mais idade; e ensiná-lo a ter boas maneiras.

O termo é a junção de “PAIDOS” (crianças) e “AGO” (guia). O verbo correspondente é “PAIDEOU”, traduzido em At 7.22 por ENSINAR e em At 22.3 por INSTRUIR. Para Richards, este conceito de ensino e aprendizagem vai além da nossa idéia formal de salas de aulas e professores. Não devemos limitar a compreensão de educação cristã dessa forma.

Ao completar 18 anos a criança estaria “livre” do PAIDAGOGOS. Seu dever seria torná-la independente nessa idade. Cristo afirma que “todo aquele que for bem instruído será como seu mestre” (Lc 6.40).

O objetivo da educação cristã não é apenas obter conhecimento. Nosso alvo é SER COMO O MESTRE. “Transmitir vida, com seu conceito, atitude, valores, emoções e entrega, exige que a pessoa reparta com outra tudo que for necessário para fazê-la mais semelhante a Cristo.” (Richards, pg 27)


REFERÊNCIAS:

BARCLAY, William. PALAVRAS CHAVES DO NOVO TESTAMENTO.

DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO, Vol II.

CONCORDÂNCIA FIEL DO NOVO TESTAMENTO

RICHARDS, Lawrence. TEOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ. pg 25 a 29.

*Celson Coêlho
Editor do Blog
Diretor DEBQ-PE

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog:
www.ebqrecife.blogspot.com)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

GERAÇÃO TEEN, um extrato alarmante sobre notícias recentes (parte 3)




“Esta geração, daqui a vinte anos estará comandando o país”


Chegamos a 3ª postagem abordando a questão dos jovens e adolescentes. Lembramos que mais de 50% dos membros de nossas igrejas são dessa faixa etária, conseguentemente também são alunos ou potenciais alunos de nossas Escolas Bíblicas. Salientamos ainda que o alvo é conceder aos leitores do nosso blog uma visão de como a Geração Teen tem sido observada e analisada, principalmente pela mídia nacional. Para isso, temos feito uso de “Extratos”, ou seja, resumos breves com citações diretas, de três reportagens da mídia escrita. Nesse último extrato continuarei com a metodologia dos anteriores: citações diretas entre aspas da reportagem, utilizando minhas palavras em azul para facilitar a compreensão.


"ELES É QUE MANDAM"

Uma reportagem da Revista Veja de 18/02/09, edição 2100.
O título acima está expresso na capa da revista, que tem como objetivo demonstrar
“um retrato” dos adolescentes de hoje, ou melhor, “tentar identificá-los como um todo.”
Na reportagem no interior da revista vemos de início uma pequena descrição dessa geração: “filhos da revolução tecnológica, vivem num mundo digital, são pragmáticos, pouco idealistas e estão mais desorientados do que nunca.” Em relação a outras gerações de adolescentes eles “mudaram muito porque mudamos todos nós, e bastante. Em parte houve evolução; em parte, talvez, involução. Ganhou-se em liberdade e pragmatismo; perdeu-se em encantamento e idealismo.”

Para embasar sua reportagem a revista ouviu durante dois meses dezenas de jovens, pais, psicólogos e educadores sobre os desejos, dúvidas, receios e ambições. A reportagem reconhece: É ESTA GERAÇÃO QUE DAQUI A VINTE ANOS ESTARÁ COMANDANDO O PAÍS.
Para Felipe Mendes, diretor-geral da empresa de consultoria Research International, “o que preocupa nesta geração é que eles são concretos em relação a dinheiro e trabalho, mas muito básicos em seus sonhos e impessoais e virtuais nos prazeres que deveria ser reais.” A Research International é responsável pelo maior estudo de hábitos e atitudes da população adolescente brasileira. Os especialistas os chamam de a geração do “tudo-ao-mesmo-tempo-e-agora”. Estão melhores informados de forma geral, mas dificilmente tentam aprofundar-se; são superficiais.
“Mudam de opinião com rapidez e frequência proporcionais ao liga-desliga do computador. Mais do que ocorria nas gerações de jovens anteriores... o frenesi da era digital ajuda a empurrar esses adolescentes a trocar de amores, amizades, cursos e aspirações como quem troca de tênis.” Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “é uma sucessão de reinícios, com finais rápidos e indolores.”
Eis o que diz à reportagem duas adolescentes de 16 anos:
“Você quer tudo e, ao mesmo tempo, não sabe o que quer.”
“O melhor de ser jovem hoje é ter liberdade de escolha. Mas é difícil decidir, não temos prioridades.”

Algo que tem envolvido os adolescentes de forma alarmante é a participação nos sites de relacionamentos. Atrelados a eles vem o excesso de exposição. “Expõem-se tanto ao ponto de já terem sido chamados de a geração look at me (olhe para mim).” Assim avalia a psicóloga Ceres Alves de Araújo: “Esse fato, para além dos problemas circunstanciais que pode acarretar, dificulta o desenvolvimento da capacidade de autocorreflexão e instropecção, o que é essencial para o crescimento.”

Ao final da reportagem a revista chama a atenção dos pais. “Em que reside a maior culpa dos pais hoje? Em não saber dizer o velho, bom e sonoro ‘não’. É como se, para eles, negativas pertinentes a comportamentos inaceitáveis equivalessem a um castigo físico.” Para a Coordenadora Educacional do Colégio Dante Alighieri, Silvana Leporace, a falta de cobrança agora gera uma falta de responsabilidade na vida adulta.
Para finalizar nosso extrato, eis a conclusão que chegou a reportagem da revista: “os meninos e meninas que nasceram a partir de 1990 não almejam fazer nenhum tipo de revolução – nem sexual nem política, como sonhavam os jovens dos anos 60 e 70. Mudar o mundo não é com eles.”

Tendo observado essas três postagens sobre a situação hodierna da Geração Teen, completaremos nosso estudo com mais dois textos nessa abordagem. O próximo tentaremos traçar quem é o adolescente/jovem (suas características) e, por fim, examinaremos princípios bíblicos para o jovem cristão.
Acompanhe as últimas postagens do tema...

VEJA OS OUTROS TEXTOS:

Geração Teen, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 1)

Geração Teen, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 2)

Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

terça-feira, 22 de setembro de 2009

COMERCIAL DA FIAT E ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA, considerações bíblicas sobre a doutrina do homem.

*Celson Coêlho

No estudo da Teologia um preceito é sempre defendido, seja nos manuais ou nas faculdades teológicas: a melhor forma de aprender teologia é com ilustrações do nosso dia-a-dia.
A Teologia é uma ciência com conceitos abstratos, ilustrações do cotidiano é uma grande ferramenta para que possamos aprender ou ensinar de forma mais criativa e de fácil compreensão.
O comercial da Fiat sobre o novo Pálio é uma dessas possibilidades de ilustração. Neste caso, vemos representada (de forma limitada) a doutrina do homem. Muitos de nós vimos essas imagens e de forma repetitiva. Ainda as temos gravadas em nossa memória.
Assista ao vídeo e leia o texto abaixo.



“EU QUERO UMA COISA DA VIDA. MEU CORPO QUER OUTRA”

O apóstolo Paulo revelou esse conflito no interior do homem em Romanos capítulo 7:

(Verso 15) “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.”
(V18) “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.”
(V19) “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.”

O ser humano se encontra em uma luta constante com seus valores interiores. Essa ideia é reforçada também com relação aqueles que já estão salvos. Gl 5.17 nos fala da luta da CARNE contra o ESPÍRITO.

A CONSTITUIÇÃO DO HOMEM
Entre os estudos teológicos é senso comum que o homem é dividido em duas partes: uma parte material e outra imaterial. A grande divergência está na parte imaterial do homem. Uns defendem que o homem tem a alma (ou espírito, sendo intercambiáveis os termos). Outros teólogos defendem que a parte imaterial do homem é constituída de alma e espírito (sendo termos distintos).
Assim temos:

A DICOTOMIA
“Significa a divisão em duas partes, aplica-se na teologia àquele conceito da natureza humana que sustenta que o homem tem duas partes fundamentais no seu ser: o corpo e a alma.”[1] O ser humano é dividido em dois elementos. Um dos argumentos dos dicotomistas está em Gn 2.7, onde temos apenas duas partes distintas mencionadas. Mateus 6.25 e 10.28 também revelam que os componentes do homem são corpo e alma.

A TRICOTOMIA
“O termo, que significa uma ‘divisão em três partes’ é aplicado na teologia à divisão tríplice da natureza humana em corpo, alma e espírito.”[2] Os defensores da tricotomia se baseiam principalmente em 1Ts 5.23: “... e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” Hb 4.12 também é visto como referência deste conceito: “... alma e espírito, juntas e medulas” (estes últimos termos referem-se ao corpo). Paulo também parece demonstrar esta visão em sua ilustração sobre os tipos de pessoas em 1Co 2.14 – 3.4 (carnais, naturais e espirituais).

Encontraremos vários teólogos, homens de Deus e piedosos, defensores de um dos lados. Nossa intenção não é demonstrar qual dos conceitos está certo. E sim introduzir nosso leitor no tema como um todo.

“AGENTE QUER SE SEPARAR”

Quando a alma se separa do corpo?
O relato de Gn 2.7 afirma que o homem passou a ser alma vivente após Deus soprar o fôlego de vida em suas narinas. O elemento imaterial do homem foi soprado pelo próprio Deus. “O fôlego divino permeou o material e o transformou em um ser vivente.”[3] Assim temos a combinação do terreno com o divino.
Em outras passagens vemos que é Deus quem sustenta esse fôlego de vida no homem. Jó 12.10 declara: “Na sua mão [de Deus] está a alma de todo ser vivente e o espírito de todo o gênero humano.” No livro de Atos vemos o discurso de Paulo em Atenas, ele afirma que Deus “a todos dá vida, respiração e tudo mais.” (At 17.25)
Só há a separação entre a alma e o corpo por ocasião da morte. Tiago, em seu livro, afirma que o corpo sem o espírito é morto (Tg 2.26). No Antigo Testamento temos: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” (Ec 12.7)
O homem separar-se de sua alma, por seu querer, cometendo o suicídio.

“UM CARRO TEM QUE COMPLETAR VOCÊ”

O que ou quem completa o homem?
Millard Erickson nos esclarece que Deus criou “a raça humana para amá-lo e servi-lo, e para desfrutar de um relacionamento com Ele.” (pg. 208) Este relacionamento foi afetado pelo pecado do homem (“esconderam-se da presença do Senhor Deus” - Gn 3.8) O homem começa a ver Deus como um estranho. A comunhão com o Criador amoroso começa a dissipar-se. O apóstolo Paulo declarou que em Adão “todos morrem” (1Co 15.22). Devido a sua separação de Deus, o homem está perdido.
O homem só pode ter sua amizade restaurada com Deus através de Cristo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5.1 / ver também Jo 14.6)
O homem apenas se torna completo quando restaurado seu relacionamento com Deus. Como o primeiro Adão fez separação entre os seus descendentes e o Pai, o segundo Adão, Cristo, restaurou esse relacionamento. “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para a condenação, assim também, por um só to de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá a vida.” (Rm 5.18)


O HOMEM FOI CRIADO de forma especial por Deus. Foi criado conforme a imagem e semelhança do Criador. Foi a única criatura que recebeu o FÔLEGO do criador. Este fator o fez superior aos animais e dominante sobre eles. Mas do que isso, tal peculiaridade o tornou amigo de Deus.
A restauração do relacionamento com Deus deve ser alvo do homem. Com suas capacidades naturais o homem não tem possibilidade de se achegar a Deus. Através de Cristo Jesus o homem tem a ponte que restaura sua amizade com o Pai e o torna completo.

[1]
Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Vol. I, pg 465.

[2]
Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Vol III, pg 575.

[3]
Comentário Bíblico Moody, Vol. I, pg 7.


REFERÊNCIAS:

ERICKSON, Millard. INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA. São Paulo: Vida Nova. 1997;

DUFFIELD, Guy P. e VAN CLEAVE, Nathaniel. FUDNAMENTOS DA TEOLOGIA PENTECOSTAL. São Paulo: Quadrangular. 1991;

URETA, Floreal. ELEMENTOS DE TEOLOGIA CRISTÃ. Rio de Janeiro: JUERP. 1995.

*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)

EM BREVE TEREMOS O CURSO DE DOUTRINAS BÍBLICAS ON-LINE EM NOSSO BLOG. SERÁ GRATUITO. PARTICEPE!!!!

sábado, 5 de setembro de 2009

DIA NACIONAL DA MARCHA PARA JESUS


PRESIDENTE LULA APROVOU PROJETO DE LEI QUE INSTITUI DIA NACIONAL DA MARCHA PARA JESUS

VEJAM A NOTÍCIA:

JORNAL "DIÁRIO DE PERNAMBUCO" (clique aqui)

"GLOBO.COM" (clique aqui)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CAPITAL DOS EVANGÉLICOS


Muitas cidades gostariam de ter essa ostentação. Muitos evangélicos também gostariam de morar numa cidade com esse cognome. Uma cidade da Região Metropolitana do Recife ostenta este título pela sua expressiva quantidade de membros de várias denominações.
A 20 quilômetros da cidade de Recife encontramos a aconchegante cidade de Abreu e Lima. Com uma população de 95.198 habitantes, o município de 129,1Km conta com 31,09% de evangélicos. De forma expressiva também vemos os nomes bíblicos multiplicarem-se nas placas das lojas.
Segundo o IBGE a população de evangélicos no Brasil é de 15,41% e em Pernambuco, 13,53%. Desta forma, o contingente de crentes em Abreu e Lima é o dobro das médias nacional e pernambucana.

OS 10 MUNICÍPIOS PERNAMBUCANOS COM EVANGÉLICOS (em %)

31,09 – Abreu e Lima
28,42 – Cabo de Stº Agostinho
26,96 – Igarassu
26,91 – Itaquitinga
25,52 – Rio Formoso
25,41 – Ribeirão
24,79 – Moreno
24,31 – Sirinhaém
24,06 – Tamandaré
23,87 – Gameleira
17,33 – Recife (29º lugar no ranking nacional)

A multiplicação dos templos evangélicos nos bairros da cidade de Abreu e Lima tem influenciado diretamente no ambiente de sua população. O clima de respeito mútuo e a diminuição da violência são algumas das marcas. Para Biu Vicente, professor doutor do Departamento de História ad UFPE, “a pregação dos evangélicos vai diretamente ao indivíduo, pois diz: ‘você pecador, está salvo’. Este contato pessoal a Igreja Católica perdeu no Brasil e no mundo e isso explica a expansão dos evangélicos.”


(FONTE: Diário de Pernambuco, 30 de agosto de 2009.)

sábado, 29 de agosto de 2009

VEREI ESSA GRANDE MARAVILHA!

Celson Coêlho*

A modernidade nos possibilita uma grandeza que nossos antepassados não desfrutavam: o conhecimento “on line” (ao vivo) dos fatos do mundo.
A eleição do primeiro presidente negro dos EUA, quem não assistiu? Os clarões ao vivo dos mísseis das últimas guerras, quem não presenciou? E o lançamento do primeiro astronauta brasileiro... muitos vibraram!
Nós assistimos, presenciamos ou até vibramos com essas maravilhas, contudo não vivenciamos ou nos envolvemos com elas.

Eis o fascínio da “internet”: possibilita participarmos de grupos, comunidades, fóruns, bate-papos e não nos envolvermos. Sem compromisso! Conhecemos milhares de pessoas e ao mesmo tempo não temos compromisso com ninguém (só virtualmente).
Pare um pouco!
Lembre-se do último amigo que aniversariou...
Será que você não deixou apenas um “scrapt”, depoimento ou enviou uma mensagem?
Não estamos negando a validade dessas atitudes nem a importância da globalização das informações. O que queremos afirmar é que isso tira a PESSOALIDADE das ações e enfraquece os relacionamentos. Não tem o envolvimento com o outro. Um abraço forte. O olho no olho.
Este sentimento que impera na sociedade, infelizmente também está reinando na igreja. Pior que isso, tem reflexos em nosso relacionamento com o próprio Deus.

Na Bíblia, encontramos um grande homem que viveu momentos semelhantes. Foi o grande libertador: Moisés. Em Êxodo 3 encontramos Moisés querendo assistir, presenciar e até vibrar com uma grande maravilha, porém sem querer se envolver.
Moisés está na sua rotina diária, apascentando ovelhas. Algo o desperta, uma situação fora do normal. Uma planta se queimava e não se consumia (Ex 3.1 e 2). O que acontece quando vemos algo fora do normal? Ficamos curiosos! Queremos observar até perder a graça e nos voltamos para nossa rotina. Da mesma forma aconteceu com ele.
Assim foi sua expressão: “Que coisa esquisita! Por que será que o espinheiro não se queima? Vou chegar mais perto para ver.” (Ex 3.3. BLH) Você já esteve caminhando no centro da sua cidade e viu pessoas em uma roda observando algo? Curiosamente você se aproxima por trás e tenta dar uma olhada sem compromisso. Acredito que era a atitude de Moisés. Olhar sem compromisso.
O diferencial era que Deus estava interessado em Moisés. Queria relacionar-se com ele. Não queria deixar apenas um “scrapt”. “Deus viu que Moisés estava chegando mais perto para ver melhor, ele o chamou...” Quantos de nós não nos “aproximamos” da igreja apenas por curiosidade, sem compromisso? Queremos ver um milagre. Ouvir boa música. Conhecer pessoas bonitas. Ter uma vida “virtual” com Deus.

Observamos que por algumas vezes o pastor de ovelhas tentou fugir de um relacionamento compromissado com Deus (Ex 3.7, 11, 13; 4.1, 10, 14). Em 4.14 ele se expressa: Ah Senhor, compromisso? Comigo não Senhor. Tem outra pessoa mais capaz.
O que Deus revelou a Moisés também é útil para nós hoje:
O Senhor demonstrou que já estava preparando o caminho mesmo antes de Moisés O conhecer (Ex 3.6). Não é assim com nossas vidas? Quando chegamos à igreja pensamos que iremos dar uma observada. Conhecer um pouco sobre Deus. Na verdade ele já preparou tudo para nossa chegada.
Deus revela também um propósito para a vida de Moisés (Ex 3.10). Não seremos simples expectadores na causa do Mestre! Quando nos aproximamos de Deus, Ele já tem um propósito para nossas vidas.
Ele não deseja um relacionamento superficial ou passageiro. Deus quer um relacionamento intimo e duradouro conosco. Foi assim com Moisés (Ex 3.12b). Não era apenas um momento ou uma mensagem virtual.

Moisés tinha duas opções: 1) Olhar o fato maravilhoso, dar as costas e não assumir o compromisso com Deus. Continuaria sua vida como pastor de ovelhas, ou 2) Aceitar o chamado divino e comprometer-se com Ele. Sabemos de sua escolha! Não apenas viu a maravilha. Permitiu que Deus fizesse uma maravilha em sua vida e através de sua vida: LIBERTOU O POVO.
E você? Qual é sua escolha? Ser pastor de ovelha ou libertar o povo?

*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

REGIS DANESE, FAZ UM MILAGRE EM MIM E FORRÓ DO MUÍDO

Esses dias uma polêmica tem batido as portas de alguns cristãos. A música evangélica que, possivelmente, se tornou a mais conhecida e mais tocada no último ano faz parte desta polêmica.

A música “Faz um Milagre em Mim”, do cantor Regis Danese, que se tornou um “rit” nacional, está no centro dessa controvérsia.

Recentemente a banda de forró “secular” “Forró Muído” regravou esta música e a tem tocado em várias rádios como também em seus shows.



Aqui mais uma vez encontramos um dilema entre o relacionamento Sagrado e Profano. Muitas vezes não é perceptível a linha fronteiriça desses dois mundos.
Alguns questionamentos nos vêm à mente com relação esta situação específica:

1) O sagrado está influenciando o profano ou se tornou tão sem “sabor” que o profano o banalizou?
2) O sal está salgando ou está sem sabor?
3) A mensagem cristã sendo ouvida desta forma tem alcançado mais pessoas ou tem perdido seu valor?
4) Tendo em vista a banalização da música algumas igrejas têm proibido seu uso nos cultos. Esta atitude tem validade ou não?
5) Em um show de forró, quando tocam está música, ele tem engrandecido a Deus ou o tem escarnecido?

Acredito que estamos diante de uma situação nova para muitos. Tem sido comum nos últimos anos a utilização de músicas evangélicas por parte de padres/músicos católicos. Porém não lembro situação semelhante, principalmente com uma música que foi aceita amplamente nas igrejas cristãs.
Esta postagem não tem objetivo oferecer conclusões sobre a questão. Nosso alvo tem sido informar e questionar as possibilidades.
Você que tem acompanhado nosso blog deixe sua opinião em COMENTÁRIOS logo abaixo do texto.
Contamos com sua participação e visão sobre o fato. (Por favor, identifique-se)

Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog

quarta-feira, 29 de julho de 2009

GERAÇÃO TEEN, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 2)

“Jovens educados de maneira negligente correm o risco de se tornar adultos infelizes e desajustados.”

Continuando nossa série de postagens sobre adolescentes, publico o segundo EXTRATO de notícias da mídia escrita. O texto vem da revista Veja, data de 18 de fevereiro de 2004. Eis o título estampado em sua capa “FILHOS TIRANOS, PAIS PERDIDOS”.
Seguirei o mesmo esquema da primeira postagem. Irei expor partes do texto de nosso interesse e minhas palavras estarão grafadas em azul.

Esta reportagem trata do relacionamento entre pais e filhos (adolescentes) e a confronta com a realidade de pais e filhos nas gerações anteriores.

O título da reportagem no interior da revista é A TIRANIA ADOLESCENTE.
Eis sua descrição do adolescente:
“Do ponto de vista biológico, nenhuma época da vida é marcada por tantas mudanças. A Organização Mundial da Saúde estabelece que a adolescência compreende a faixa etária entre 10 e 19 anos. É nessa fase que se adquire 25% da estatura final e 50% do peso total. Nesse processo, meninos e meninas experimentam uma verdadeira explosão hormonal. Entre 11 e 12 anos, acontece a primeira menstruação – as garotas ficam mais irritadiças e o humor oscila muito. A cintura afina, os quadris alargam e, por volta dos 15 anos, os seios ganham formas definitivas. O primeiro sinal que a puberdade chegou para os meninos é o aumento de tamanho dos testículos. Mãos e pés crescem desproporcionalmente ao tronco e surgem os primeiros pêlos pubianos. A voz começa a engraçar e, por volta dos 14 anos, o rosto ganha uma barba rala. Do ponto de vista emocional, o adolescente é um vulcão. Ele ainda não sabe o que quer ser, mas tem certeza dos modelos em que não gostaria de se espelhar: os adultos que o circundam, em especial os pais. Nas diversas subfases que se sucedem na adolescência, ele alterna momentos de agressividade, egocentrismo, insegurança e completa falta de senso de perigo.”
“Com a revolução comportamental dos anos 60, a difusão dos métodos pedagógicos modernos e a popularização da psicologia, a liberdade passou a dar o tom entre pais e filhos.”
Quando em outra época tínhamos certa rigidez para orientar os filhos, hoje “os pais se sentem desorientados e os filhos, na ausência de quem estabeleça limites à conduta, assumiram o papel de tirano.”
Para Tânia Zagury, autora do livro Os Direitos dos Pais, “chegamos a uma situação-limite. Está na hora de os pais recuperarem sua auto-estima e sua autoridade.”
Dois motivos básicos para o ambiente de independência: “os jovens atuais são muito bem informados” e “eles nasceram num ambiente já bastante marcado pela educação liberal”.
“As metodologias pedagógicas modernas... passaram a respeitar a individualidade do jovem e a enfatizar a sua liberdade” (mais precisamente o Construtivismo)
(Para uma visão TEOLÓGICA do Construtivismo, veja o excelente texto de SOLANO PORTELA: O QUE ESTÃO ENSINANDO AOS NOSSOS FILHOS: Uma Avaliação Teológica Preliminar de Jean Piaget e do Construtivismo. Clique AQUI)

Para o educador Celso Antunes, os pais têm buscado alguns escapes para não assumirem a responsabilidade com os filhos. “Por trabalhar e passar pouco tempo com os filhos é comum que um casal se torne permissivo com os desejos dos jovens para compensar essa ausência.”
“Às vezes não é o uso indevido da psicologia moderna nem a culpa que causam o estrago: é o desejo de fugir da tarefa difícil que é educar um adolescente.”
Assim afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Universidade de São Paulo: “no fundo, o que eles [os pais] procuram é se livrar do problema. Querem uma justificativa externa para o mau comportamento dos filhos...”

A conclusão do texto é alarmante:
“As conseqüências da omissão dos pais na educação podem ser graves. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 20% das garotas entre 13 e 19 anos já enfrentaram uma gravidez precoce. Por outro lado, uma pesquisa recente revelou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas... A falta de limites faz com que muitas vezes essas pessoas se revelem inaptas para lidar com os reveses e frustrações naturais da vida. Elas têm dificuldades para se relacionar em ambientes marcados por hierarquias (como o trabalho) e, em muitos casos, não conseguem nem mesmo se emancipar – tanto do ponto de vista emocional quanto do financeiro.”

Vejam o 1º EXTRATO (Clique AQUI)
Não perca o 3º EXTRATO.

Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

sexta-feira, 24 de julho de 2009

FACULDADE DE TEOLOGIA UMBANDISTA


Lançamento da instituição faz parte da política de diversidade religiosa


O evento "Eu abraço a Diversidade religiosa, étnica e cultural" marca o lançamento da pedra fundamental para construção da sede própria da Faculdade Umbandista de Curitiba. O encontro terá a presença da presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa, do reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, do fundador e diretor geral da Faculdade de Teologia Umbandista de São Paulo, Francisco Rivas Neto e do diretor pedagógico da FTU, Roger Taussig Soares.

"A partir deste evento a cidade dá um passo importante para concretizar a diversidade religiosa na capital colocando em prática a ideia de que somos diferentes, mas não somos desiguais", afirma o diretor geral da FTU de São Paulo, Rivas Neto.

De acordo com o médico cardiologista, professor e fundador da FTU/SP a Umbanda é uma religião essencialmente brasileira, que reúne as raízes dos povos ameríndios, africanos, europeus e asiáticos. "Hoje a FTU trabalha pela convergência dos povos, das religiões e das tradições culturais. Assim como o povo brasileiro é o maior exemplo para o mundo de união das raças, o Movimento Umbandista quer agregar as pessoas em torno do ideal de paz que é necessária a todos nós. Se nos unirmos preservando as peculiaridades de cada religião, podemos atingir a tão falada e desejada paz mundial", complementa Rivas Neto.

A FTU de São Paulo funciona desde 2003, o curso tem 3.350 horas/aula e obedece a todas as exigências do Ministério da Educação e por isto já é reconhecida pelo Ministério.



VEJA em nosso Blog: Educação Teológica em Educação Quadrangular (Clique AQUI)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

RELIGIÃO E FUTEBOL

A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está "monitorando" a situação. E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto". A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.

Fonte: O Estadão (http://www.estadao.com.br/)
VEJA em nosso Blog:
O Zelo do Tolo o Mata, considerações bíblicas sobre o zelo cristão Parte 1 (Clique AQUI)
O Zelo do Tolo o Mata, considerações bíblicas sobre o zelo cristão Parte 2 (Clique AQUI)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

2ª GINCANA BÍBLICA QUADRANGULAR

AOS PROFESSORES E ALUNOS DO DEBQ SEDE RECIFE

TAREFAS

1) QUAL É A MUSICA?
UM COMPONENTE DE CADA EQUIPE PARA DESCOBRIR QUAL É MÚSICA INICIADA PELA BANDA.
NÃO PODERÁ SER PROFESSOR, NEM COMPONENTE DAS BANDAS IEQ OU GMA.

2) LÁ VEM A HISTÓRIA...
CADA EQUIPE ESCOLHERÁ UM COMPONENTE. OS REPRESENTANTES FICARÃO LADO A LADO. SERÁ INICIADA UMA HISTÓRIA PELA COORDENAÇÃO DA GINCANA. AO PARAR, O PRÓXIMO TERÁ QUE CONTINUAR A HISTÓRIA. ASSIM SERÁ COM CADA REPRESENTANTE.

CRITÉRIOS:
TEMPO: ENTRE 30 SEGUNDOS E 1 MINUTO;
SERÁ UMA HISTÓRIA BÍBLICA, A CONTINUAÇÃO DEVE ESTAR ADEQUADA AOS PARÂMETROS DA BÍBLIA E SUA ÉPOCA. NÃO PRECISA SER COM EXATIDÃO O MESMO FATO RELACIONADO A PASSAGEM BÍBLICA. (POR EXEMPLO: A MULHER DO FLUXO DE SANGUE. DEPOIS DE INICIADA ESTA HISTÓRIA, NINGUÉM PODE DIZER QUE JESUS,APÓS O MILAGRE, ENTROU NUM AUTOMÓVEL. É INCOMPATÍVEL PARA ÉPOCA. MAS PODE DIZER QUE ELE DEU VISTA A UM CEGO, CUROU UM PARALÍTICO)

3) MOSTRE SEU TALENTO
DURANTE A GINCANA, CADA CLASSE ESCOLHERÁ UM COMPONENTE PARA DESENHAR ALGUÉM DA IGREJA. SERÁ APRESENTADO O DESENHO AO FINAL DA GINCANA.
IREMOS ESCOLHER OS TRÊS MELHORES DESENHOS.
(OBS.: CONTINUAM VALENDO AS APRESENTAÇÕES DOS HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS PARA ESSE DOMINGO)

CELSON COÊLHO
DIRETOR DO DEBQ-PE
EDITOR DO BLOG

segunda-feira, 29 de junho de 2009

NOVO BLOG

JÁ ESTÁ EM FUNCIONAMENTO O BLOG DO GMA RECIFE
ACESSEM CLICANDO NA IMAGEM


terça-feira, 16 de junho de 2009

TAREFA PARA 2ª GINCANA BÍBLICA QUADRANGULAR

AOS PROFESSORES E ALUNOS DO DEBQ SEDE EM RECIFE:

TAREFA PARA 2ª GINCANA BÍBLICA QUADRANGULAR

PAINEL VIVO

O QUE FAZER?

CADA CLASSE DEVERÁ:
ESCOLHER UMA HISTÓRIA DA BÍBLIA PARA NARRAR.
ESCOLHER UMA EQUIPE DE NO MÍNIMO 6 ALUNOS.
UM DOS ALUNOS VAI NARRAR A HISTÓRIA BÍBLICA.
OS OUTROS 5 ALUNOS ESTARÃO ENCENANDO OS FATOS DA HISTÓRIA ENQUANTO ELA É NARRADA. (ESTES NÃO PRECISARÃO FALAR, APENAS ENCENARÃO)

TEMPO MÁXIMO DA APRESENTAÇÃO: 5 MINUTOS

O QUE SERÁ AVALIADO?

1) DURANTE A NARRAÇÃO OS ALUNOS DEVERÃO REPRESENTAR A SITUAÇÃO DA HISTÓRIA. (EXEMPLO: SE ALGUMA EQUIPE NARRAR A RESSUREIÇÃO DE LÁZARO, UM DOS ALUNOS DEVERÁ LEVANTAR-SE COM VIGOR E SURPRESA COMO QUEM ESTIVESSE MORTO). (30 PONTOS PARA TAREFA CUMPRIDA)

2) CARACTERIZAÇÃO: AS EQUIPES DEVERÃO USAR PEÇAS DE ROUPAS QUE CARACTERIZEM OS PERSONAGENS REPRESENTADOS. (EXEMPLO: CHAPEU, AVENTAL, MANTO, SANDÁLIA DA ÉPOCA, ETC). (CADA PEÇA 5 PONTOS, SE UMA EQUIPE NÃO TIVER COM NENHUMA PEÇA, DEVERÁ FAZER A APRESENTAÇÃO NORMAL, MAS NÃO RECEBERÁ PONTO DE CARACTERIZAÇÃO)

3) AO FINALIZAR A NARRAÇÃO, AS PESSOAS QUE ESTIVEREM ENCENANDO DEVERÃO FICAR PARALIZADAS (CONGELADAS). SERÁ CRONOMETRADO O TEMPO, A CADA 1 MINUTO A EQUIPE GANHARÁ 10 PONTOS.

4) MELHOR APRESENTAÇÃO GERAL: INCLUI BOA NARRAÇÃO (TOM VOZ, DICÇÃO, ETC), BOA ENCENAÇÃO (EXPRESSÃO, ENTROSAMENTO DOS COMPONENTES, ETC), BOA CARACTERIZAÇÃO. (1º COLOCADO: 50 PONTOS; 2º COLOCADO: 20 PONTOS)


CELSON COÊLHO
DIRETOR DO DEBQ-PE
EDITOR DO BLOG

segunda-feira, 15 de junho de 2009

GERAÇÃO TEEN, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 1)

Por esses dias estaremos com uma série de postagens sobre ADOLESCENTE. As três primeiras têm como objetivo tratar de algumas notícias da mídia recente sobre a situação da atual geração de adolescentes do nosso país. Demonstrar como a mídia escrita tem observado e analisado nossa geração “teen”.

Como base, olharemos três reportagens: 1) FILHOS TIRANOS, PAIS PERDIDOS (Revista Veja de 18/02/2004, edição 1841); 2) RETRATOS DE UMA GERAÇÃO AFLITA (Diário de Pernambuco, 04/03/2007); e 3) ELES É QUE MANDAM (Revista Veja de 18/02/09, edição 2100). Não temos a intenção de analisar os conteúdos dessas reportagens nem confrontá-las com princípios bíblicos nessas postagem. Mais adiante iremos publicar outros textos que estarão interligados com este. Assim, visamos demonstrar um EXTRATO dessas reportagens. Tentaremos fazer apenas citações dos textos em apreço. As reportagens não estão de forma completa. Visando facilitar a leitura, as minhas palavras estarão grafadas em azul. O conteúdo das reportagens estará entre aspas.

EXTRATO 1
RETRATOS DE UMA GERAÇÃO AFLITA (jornal O Diário de Pernambuco, 04/03/2007)

Eis o subtítulo desta reportagem: “Perfil do jovem brasileiro reflete o conflito entre a busca do desejo imediato e a preocupação dos pais.”
“... Não é de hoje que os jovens têm assustado aos pais, a sociedade e os educadores.”
“Não dá para omitir que jovens bêbados saem pelas ruas e avenidas das grandes cidades dirigindo em alta velocidade e ao encontro da morte.”
“Sem ideologia, fé, identidade, limites, modelos a seguir, muitos jovens estão abraçando projetos de morte, com o uso abusivo de drogas e bebidas, além dos pegas, assaltos, tráfico e crimes. Os próprios jovens se definem como individualistas, pois não têm grandes participações sociais ou interesses políticos...”
“Segundo dados da pesquisa Este jovem brasileiro... prevalece o interesse próprio, o prazer imediato e o consumismo.”

A continuação desta reportagem tem com subtítulo “Filha do Caos Busca Identidade”.
“O antebraço da jovem (o nome consta na edição do jornal, veja no link acima) é um inferno. Na definição dela é p subsolo do cemitério, onde moram um capeta e seu inseparável tridente, diversos vermes e algumas rosas negras.”
Ela tem “a láurea de a mulher mais tatuada de Minas Gerais, com 70% da pele tomada por figuras...”
Também “explica que o símbolo que traz na blusa preta é um pentagrama. Eu me baseio nele para viver. Representa os cinco elementos da Terra e me ajuda saber o que é certo e errado.”
A jovem “mora com os pais e com a filha, de 4 anos”
“Ela quer se mostrar forte, mas confessa que, quando tatuou na frente do pescoço o nome da filha, ao lado de um demônio, os pais quase a deserdaram.”
ATENÇÃO AQUI, “Na última eleição anulou o voto, pois não tinha opinião formada e também não gosta de política.”

Na mesma reportagem, o terceiro texto estampa: “Vítimas da Autodestruição”.
Numa exposição de dados e comentários de pesquisadores do Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, vemos que as principais causas de mortalidade no país são “acidentes, assassinatos e suicídios...”
Em termos de suicídio, o coordenador das pesquisas, psicólogo Marcelo Tavares diz: “o que faz o jovem vítima de si mesmo é a sensação de que não adianta construir. Ele vivi num meio que prega a gratificação imediata. Muitos partem para o que ele define como identidade de aluguel, se valendo de escapes como internet, que não exigem o uso do nome verdadeiro, do sexo ou da idade. O jovem procura espaços em que ele não se revele verdadeiramente. Vi na televisão uma moça falando que ficou com um cara na boate e não sabia o nome dele... respondeu que não poderia ter essa intimidade.”

O pedagogo Antônio Carlos Gomes da Costa, do Instituto Ayrton Senna, é enfático: “É uma geração perplexa, percebe-se que os jovens estão devendo algo. A ausência de projetos de vida não deixa apenas um vazio, mas gera um projeto de morte. E aí vem toda essa adrenalina, essa angústia, essa busca do imediato, das sensações, da identidade.”
“... para fazer a transição para o mundo adulto, a juventude precisa construir identidade e projeto. O jovem precisa saber o que veio fazer no mundo, qual profissão, a pessoas da sua vida, religião, posição política. Quando não fazem essas escolhas fundamentais, ele ficam no limbo.”

Não percam o 2º EXTRATO.

Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

quinta-feira, 28 de maio de 2009

3ª REVISTA DO DEBQ: Reformado não, Transformado sim!

A Secretaria Geral de Educação e Cultura (SGEC) tem a proposta de anualmente lançar um Curso para o DEBQ com 3 revistas baseadas no Tema da Educação naquele ano. As três primeiras revistas foram fundamentadas no Tema “Transformados pela Renovação do Entendimento.”

No DEBQ do Grande Recife, estamos empregando a 3ª revista, Reformado Não, Transformado Sim! Como autor temos o Pr. Josadak Lima, que mais uma vez nos presenteia com uma bela lição. O personagem principal da lição é o velho conhecido Jacó. O homem que começou sua carreira espiritual como usurpador e a terminou como príncipe que luta com Deus e prevalece (Gn 32.28). A partir de Gn 25 vemos a história de um grande vencedor na vida espiritual que tem muita a nos ensinar.
A 3ª revista tem o seguinte sumário:



PARABÉNS SGEC!


Nossa oração é que Deus fortaleça o DEBQ!
Amigos pastores e diretores: divulguem e usem amplamente está material. Assim teremos a nossa Secretaria de Educação mais forte.

Para ver primeira revista e sobre o pastor Josadak Lima clique AQUI

Secretaria Geral de Educação e Cultura, clique AQUI

Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

quarta-feira, 27 de maio de 2009

2ª REVISTA DO DEBQ, Resgatando Valores

O DEBQ está vivendo uma nova fase com relação às Lições Bíblicas. Desde o ano passado estamos desfrutando de novas revistas disponibilizadas pela SGEC (Secretaria Geral de Educação e Cultura).


Um material de qualidade, com boa impressão e apresentação. Na primeira revista, Transformados pela Renovação do Entendimento, estudamos uma linda mensagem sobre a vida cristã e seus desdobramentos. Uma lição baseada em Romanos 12.2 que abordou temas como: Um apelo à consagração total; Formação do pensamento cristão; Aprendendo a viver como corpo; Seguindo o caminho do mestre; etc.


A segunda revista que agora fazemos uso tem como título: Resgatando Valores. O autor é o pastor Josadak Lima, o mesmo da primeira, que é ministro do Evangelho na Igreja do Evangelho Quadrangular, faz parte da equipe pastoral da 1ª IEQ em Curitiba. Bacharel em Teologia. Especializado em Educação de adulto. Escritor de 4 Revistas para Escola Dominical: Tiago – O evangelho prático; 2) Há cristão feliz? – Estudos em Filipenses; 3) Jacó e Eu – Estudos sobre a vida de Jacó; 4) Rute – A alegria da vida com Deus apesar de...; Autor de vários livros de Discipulado de liderança. Mentor do C.D.V. (Centro de Despertamento Vocacional), uma das estratégias do projeto de crescimento da Igreja Quadrangular (PROJEQ), do Conselho Estadual do Paraná (C.E.D). Responsável pelo Pastoreio de Pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular, no Estado do Paraná. Assessor do MAPI (Ministério de Apoio a Pastores e Igrejas) para a região Sul do Brasil. O MAPI é um dos ministérios da SEPAL (Serviço de Evangelização Para América Latina), que conta, na região Sul, com mais de 15 núcleos de pastores, de várias denominações. (Para ver mais clique AQUI)


Seu fundamento é a vida do jovem Daniel. As lições são tiradas basicamente da parte histórica do livro do profeta, ou seja, do Capítulo 1 ao 6. Assim temos o seguinte esboço de lições:



Mais uma vez parabenizamos o belo trabalho de toda equipe da SGEC. Pastores, diretores do DEBQ, professores e alunos, que nossos DEBQ´s possam fazer um amplo uso deste material a fim de fortalecermos nosso setor de publicações para Escola Bíblicas.
Resgatemos os valores!

CONFIRA A REVISTA DO 1° TRIMESTRE DE 2010 (clique aqui)

Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MILAGRE: TV Globo exibe série sobre Igrejas Evangélicas

ISSO MESMO!
PARACE MENTIRA MAIS NÃO É!
A REDE GLOBO DE TELEVISÃO, CONHECIDA POR SE DEMONSTRAR AVERSA AS IGREJAS EVANGÉLICAS, EXIBIRÁ, A PARTIR DESTA TERÇA-FEIRA (26/05/09), UMA SÉRIE DE REPORTAGENS, NO JORNAL NACIONAL (QUE VAI AO AR ÀS 20:15H), SOBRE O TRABALHO SOCIAL DE ALGUMAS IGREJAS EVANGÉLICAS.
DIZEM ALGUNS BONS ESTRATEGISTAS: O MELHOR ATAQUE É A DEFESA. PARA SE DEFENDER DAS CONSTANTES LUTAS COM A REDE RECORD DE TELEVISÃO (LIGADA A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS), A REDE DA FAMÍLIA MARINHO QUEIRA DEMONSTRAR QUE NÃO TÃO CONTRA AS IGREJAS EVANGÉLICAS...
VALE A PENA CONFERIR!


JORNAL NACIONAL:CLIQUE AQUI

PARA VER AS IGREJAS E CONTATOS: CLIQUE AQUI

Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PASTOR VALDIR LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO

Na noite do dia 17 de maio de 2009, o Rev. Valdir Facioni lançou seu primeiro livro: “IDE ÀS MULAS PERDIDAS DA CASA DO PAI”.

Após o culto na IEQ-Sede em Pernambuco, o Pastor Valdir autografou vários livros. Suas ovelhas e amigos aproveitaram o momento para guardarem mais um registro desse homem de Deus.

O livro, editado pela Edições Bagaço, contém 114 páginas de uma linda mensagem. Baseado em 1Samuel capítulos 9 e 10, o nosso pastor traz uma palavra bíblica e prática para nossas vidas, o que é peculiar em suas pregações.

Numa viagem por passagens do Antigo e do Novo Testamento, o texto fala de vida cristã, obra ministerial, a importância da hierarquia e obediência. Ele deixa claro que nada seriamos sem a providência divina (pg 34).

O Pastor Valdir é casado com a pastora Suely, pai de Rafael e Guilherme. Natural de São Paulo. Converteu-se em 01/01/1975. Filho na Fé de pastor Cyro e pastora Ozaide. Cursou a faculdade de Direito. Consagrado ao ministério pastoral há mais de 30 anos. Estando na IEQ em Pernambuco há 19 anos. Presidente do Conselho Estadual de Diretores. Em seu ministério deu início no Recife ao ITQ, a FATEQ, ao Sermão do Monte e foi o primeiro pastor da IEQ eleito para um cargo público em Pernambuco, sendo vereador da capital do estado (Recife). Construiu uma grande e bela igreja e foi ferramenta de Deus para salvação milhares de vidas.

OBRIGADO NOSSO PASTOR!!!

ADQUIRA SEU EXEMPLAR:
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
SEDE ESTADUAL EM PERNAMBUCO
AV. NORTE, 6173 - CASA AMARELA
RECIFE-PE
FONE: (81) 3441-1540


Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog

sábado, 16 de maio de 2009

VÍDEO DA 2ª EXPO QUADRANGULAR

(Professores do DEBQ em Recife: se você tem vídeo da sua classe, sendo na EXPO QUADRANGULAR ou não, envie para que possamos compartilhar em nosso blog)

CONFIRA O VÍDEO FEITO PELAS CLASSES NOVA GERAÇÃO E GLADIADORES DURANTE A 2ª EXPO QUADRANGULAR.
TENDO COMO PROFESSORES FERNANDA E PAULA (Nova Geração) e DIEGO (Gladiadores), AS CLASSES TRABALHARAM COM O TEMA: JESUS BATIZA COM O ESPÍRITO SANTO (2ª Doutrina da IEQ).




LINKS EXPO QUADRANGULAR:

segunda-feira, 11 de maio de 2009

OS VÍDEOS MAIS EXIBIDOS NO YOUTUBE

A VEJA.COM FEZ UMA SELEÇÃO DOS 10 VÍDEOS DE ANÔNIMOS MAIS EXIBIDOS NO YOUTUBE. CONFIRA O QUE AS PESSOAS FAZEM PARA SEREM VISTAS NO MUNDO TODO. CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE DARWIN


O ano de 2009 despertou uma velha discussão entre os pensadores. Seja educador, teólogo, filósofo, biólogo, cientista... muitas pessoas estão envolvidas ou já dispensaram atenção sobre a questão da Evolução versus Criação. Este ano, o livro que deixou Darwin famoso (Das Origens das Espécies) completou 150 anos de lançamento.
Na verdade, esta discussão se insere num embate mais amplo: Ciência versus Fé.
Aproveitando a oportunidade e entendendo que os professores de nossas igrejas devem estar por dentro do tema, pois nossos alunos, vez por outra, levantam questões sobre a evolução e a criação, estou postando um pequeno ensaio feito por mim quando acadêmico de Teologia na Faculdade Batista de Teologia do Amazonas. A disciplina era Teologia Sistemática 1, cursada no segundo semestre de 2002.
Não encontrei o ensaio impresso, apenas localizei-o em mídia em um antigo CD. Infelizmente não recuperei a parte final que tinha a conclusão e as referências. Se encontrá-los, completarei a postagem. Por enquanto segue a forma original de 7 anos atrás.

Boa Leitura...


INTRODUÇÃO


“É pela fé que entendemos que o universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito do que não se vê.” (Hb 11.3-BLH)

Não podemos estar alienados do mundo ao nosso redor. A Bíblia não tem valor só dentro da igreja ou apenas na vida do crente. Ou ela é verdadeira ou não é. Um embate que se estende há décadas e desestrutura a vida de muitos cristãos é fé versus ciência.
Entendemos que a Bíblia não é um compêndio científico, porém cremos que suas afirmações são totalmente verdadeiras. Na verdade, não existe nenhuma incompatibilidade da Bíblia com a ciência, o que realmente existe são cientistas que tentam desacreditar a Palavra de Deus.
Um desses homens chamou-se Darwin. Ao formular sua teoria da evolução, possivelmente sem ter noção das conseqüências, Darwin forneceu aos críticos do cristianismo extenso material para se desacreditar num Criador como afirma a Bíblia. Será que podemos aceitar passivamente a teoria da evolução?
Ao fazermos essa pequena análise da teoria da evolução e da doutrina da criação, estaremos nos propondo a responder: porque a doutrina da criação é essencial para firmarmos todos os outros tópicos da Teologia? Para isso, nos faremos valer de pesquisas feitas anteriormente por estudiosos do assunto, levando em conta suas afirmações e conclusões.

I – EVOLUÇÃO: UMA TEORIA FALIDA

Para alcançarmos nosso objetivo final, devemos realmente nos conscientizar da não validez da teoria da evolução como ciência. Sendo assim, não precisamos estar desconfortados ao destacar o valor da criação, mesmo sendo questionada como não ciência.
Em nossa pesquisa encontramos a seguinte definição para ciência: “um ramo de estudo que tem relação com um corpo sólido de verdades demonstradas ou fatos observados classificados sistematicamente, mais ou menos ligados e apresentados sob leis gerais, e que inclui métodos confiáveis para descobertas de novas verdades em seu domínio.” (ANKERBERG e WELDON)
Tomando como base esta definição o evolucionismo não pode ser considerado uma ciência. Na teoria dawirniana são inexistentes “fatos observados” e “verdades demonstradas”. Os fatos que são apresentados são totalmente questionáveis. Podemos considerá-la uma filosofia ao invés de uma ciência. “A probabilidade de a vida ter surgido por acidente é comparável à probabilidade de um dicionário completo ser resultado da explosão em uma indústria gráfica.” (Edwin Conklin)


II – O CRISTÃO E A EVOLUÇÃO

Júlio Severo considera “assombroso o fato de que podemos reconhecer como perigoso um espírita ensinando suas idéias aos nossos filhos, mas não conseguimos perceber o perigo de um professor que joga ao chão, diante de alunos inocentes, o valor de verdades tão importantes à nossa existência.” Vivemos lado a lado com a teoria da evolução sem esta nos causar incomodo. Aceitamos esses ensinos em nossas escolas (inclusive escolas cristãs) em detrimento da Palavra de Deus. Às vezes até brincamos com a afirmação que “o homem veio do macaco”. O mesmo autor continua: “em nenhum momento os adeptos de Darwin aceitam que as idéias de Darwin sejam tratadas do jeito que eles tratam a Palavra de Deus.” O mais absurdo é que nós cristãos não temos tal garra pelas Escrituras.
“No começo Deus criou o céu e a terra.”(Gn 1.1-BLH) A mesma palavra que afirmar nos conduzir à vida eterna também afirma que Deus “criou o céu e terra”. Se as Escrituras não são verdadeiras em uma passagem com certeza não serão em outras.
A evolução e a criação são totalmente incompatíveis. Vejamos o que afirmam os autores:
“Há os que crêem na evolução e criação ao mesmo tempo. Carece de fundamento crer-se na Bíblia e aceitar-se, simultaneamente, a doutrina da evolução orgânica. (Antenor Santos de Oliveira)”.
“Escolhendo acreditar em Deus, passamos a entender que há um autor para tudo que se vê no mundo natural... escolhendo acreditar que o homem veio do macaco, não precisamos nos preocupar com Deus...” (Júlio Severo)
Ao combater a tentativa de alguns cristãos tentarem harmonizar a criação e a evolução (a evolução teísta) Christiano P. da Silva Neto declara: “o evolucionismo é, por si só, suficiente para explicar todo o universo. Se você aceita a evolução, crer em Deus é absolutamente supérfluo.”


III – AS CONSEQUÊNCIAS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO

Para chegarmos a solução do nosso problema: Por que a fé na criação é essencial para firmar todos os outros tópicos da Teologia? Vamos citar, observando os autores consultados, as más influências da teoria da evolução.
Em seu artigo “Evolução, uma Heresia em Nome da Ciência”, Júlio Severo aponta três conseqüências inevitáveis: 1) remove Deus como criador do ser humano; 2) dá crédito às idéias do homem, prestando assim adoração ao homem; e 3) tira a dignidade do homem, que ele recebeu quando Deus o criou a sua imagem.
Wayne Grudem (em Teologia Sistemática) diz que as “influências incrivelmente destrutivas” da teoria da evolução nos vêem como (1) mero produto da matéria, tempo e acaso, por isso não temos importância eterna. Se não existe um Deus que nos criou, logo, (2) “não há um Juiz que nos faça moralmente responsáveis.” Crendo-se na seleção natural (3) não devemos nos preocupar com os mais fracos ou menos capazes, podendo até defender as guerras usando-se desse artifício.
Expondo de forma clara as conseqüências do evolucionismo, Hélio de Souza, no seu artigo “Os Caminhos de uma Bio-Heresia”, afirma que o (1) determinismo biológico inocenta o homem de suas más ações, pois “todas suas vontades e ações não são livres (no sentido de uma escolha racional e espontânea), mas, sim, resultado de um mecanismo biológico.” O mesmo autor diz que (2) “a teoria de Darwin forneceu aos ateus a base para negar a necessidade de um criador para o universo e proporcionou a Nietzsche os princípios da moralidade não-cristã, baseada no ódio, no egoísmo, na força, completamente satânica em seus fundamentos.”
Em “Os Fatos Sobre Criação e Evolução”, seus autores citam algumas conclusões evolucionistas: 1) a matéria foi criada mediante eventos causais sem um propósito final; 2) Homem algum tem valor ou dignidade eterna. 3) a moralidade é relativa porque cada pessoa é a autoridade suprema para si mesmo.

A IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO PARA A TEOLOGIA

Após termos observado a invalidez da evolução, estando consciente que não podemos harmonizar a criação e a evolução e baseados nas conseqüências “destrutivas” da teoria de Darwin, podemos nos ater a importância da doutrina da criação para firmarmos a Teologia. Vejamos o valor da criação:


1) Se não cremos na criação estaremos também desacreditando a Bíblia. A Escritura é a ferramenta para se fazer qualquer teologia.

2) Deus criou o universo do nada. A matéria, em algum tempo na história, não existia. Sendo assim Deus é infinito. Para os evolucionistas a matéria é eterna.

3) Conforme o relato de Gênesis 1, tudo que Deus criou era bom. Logo, não há razão em afirmar que a matéria por si é má conforme as teorias gnósticas.

4) Rejeitar a criação nos leva ao ateísmo.

5) Se o homem não tem valor ou dignidade eterna, conforme as conclusões dos darwinistas, não precisamos nos preocupar com a salvação desse homem.

6) Rejeitando o determinismo biológico devemos nos preocupar com a raça humana, os homens não são inocentados de seus maus atos por um “mecanismo biológico”.

7) A encarnação de Cristo só tem valor se realmente existe um criador que criou tudo bom e deseja que sua criação retorne ao estado original.

8) Se a humanidade está em evolução cada geração é superior a anterior. Portanto não tem porque nos apegarmos as crenças dos nossos ancestrais, antes, podemos criar novas crenças e adorar inclusive o homem.


*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

10 PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA EDUCAR OS FILHOS


Laurence Steinberg

1 – O QUE OS PAIS FAZEM É IMPORTANTE.

2 – SEU AMOR JAMAIS SERÁ EXCESSIVO.

3 – PARTICIPE DA VIDA DE SEUS FILHOS.

4 – ADAPTE O MODO DE TRATAR SEUS FILHOS ÀS CARACTERÍSTICAS DE CADA UM.

5 – ESTABELEÇA REGRAS E COLOQUE LIMITES.

6 – AJUDE SEUS FILHOS A SE TORNAREM INDEPENDENTES.

7 – SEJA CONSISTENTE.

8 – EVITE CASTIGOS SEVEROS.

9 – EXPLIQUE SUAS REGRAS E DECISÕES.

10 – TRATE SEUS FILHOS COM RESPEITO.

(Extraído de "10 Princípios Básicos para Educar Seus Filhos", Editora Sextante. Citado em Construir Notícias, nº 33, 2007)

domingo, 12 de abril de 2009

A DIDÁTICA DO BOM PROFESSOR DE EBD

Por Celson Coêlho*

Todos temos lembranças de alguns professores que passaram por nossas vidas. Alguns são lembrados por aulas enfadonhas, monótonas, repetitivas, onde o que importava era decorar. Lembranças negativas! Outros, porém, são lembrados por grandes aulas. Na verdade cada aula tinha um quê de especial. Dinâmicas e participativas. Um bom terreno para construção do conhecimento. Estas... lembranças positivas!

Quando realizamos determinada tarefa, invariavelmente nos comparamos com outros desempenhos. Em nossa tarefa de ensinar, as comparações são válidas e necessárias. A qual tipo de professor nos assemelhamos? Ao bom ou ao ruim? Como nossos alunos se lembrarão de nós? De forma positiva ou negativa? Pelo enfado ou pela dinâmica? Pela mesmice ou pela construção?

Paulo, sendo um grande mestre, alertou aos que ensinavam na igreja: Se vocês são responsáveis pelo ensino, dediquem-se para fazê-lo da melhor forma (Rm 12.7). Nossa tarefa requer empenho! Falei em outro texto (clique AQUI) que não temos uma formação específica para o exercício da docência (muitos de nós). Contudo, isso não nos vale como desculpa ou como argumento em pró do “deixa como está”.

Como homens e mulheres chamados por Deus, devemos recorrer a sua ajuda e buscar meios que nos capacitem para melhor servi-lo na educação bíblica. Um desses meios é conhecermos melhor noções básicas de DIDÁTICA. Se não é possível através de cursos formais, que façamos através de livros ou da própria internet. Pretendo nesse texto abrir algumas janelas para uma melhor compreensão da nossa tarefa de ensinar.

O que é DIDÁTICA? É o “conjunto de processos de ensinar, de acordo com métodos específicos.” (Minidicionário Ruth Rocha)

Acredito que a DIDÁTICA do bom professor de EBD começa com o COMPROMISSO. Compromisso com Deus, com a Bíblia, com a igreja, com seus alunos. Se não houver um bom nível de compromisso por parte do docente, ele não alcançará boas aulas. MELLIN nos diz que “não somos responsáveis apenas pelo ensino de um tópico, mas também pelo desenvolvimento de um líder cristão.” (Pg 19) Discorrendo sobre educação relevante na igreja, CAGLIARDI nos alerta que “no ensino, é o amor que impede a acomodação, o desleixo, a improvisação e a preguiça.” (Pg. 46)

Outro fator importante nesse processo é aquilo que acontece antes de entrar na sala de aula: a PREPARAÇÃO do professor. Esta preparação não é apenas um bom conhecimento de uma aula específica. Lembremos que a “geração Orkut” adentra as aulas dominicais com um mundo de informações. Tentando desenvolver aulas construtivas, não podemos levantar barreiras para os conhecimentos que estão ao nosso dispor. Um bom acompanhamento de jornais diários e revistas nos darão um razoável entendimento de nossos dias. Leitura de bons livros que falem sobre a Escola Bíblica, sobre didática. Bibliografias sobre doutrinas e interpretação bíblicas, são ferramentas úteis. Nessa preparação não devemos abrir mão de uma leitura diária da Bíblia. Na verdade, a Bíblia é outro ponto de uma boa didática para EBD...

O professor deve ter a BÍBLIA como seu livro texto. A maioria das igrejas adota revistas para aulas dominicais. Entretanto, devemos lembrar que essas revistas são apoio e servem como um fio condutor para que se tenha um tema unificador das aulas. Mas, estas aulas têm como base a Bíblia. Por isso, o professor deve procurar entender as Escrituras de uma forma mais eficaz. Diferentes versões da Bíblia, um bom dicionário bíblico, alguns comentários e boa dose de oração vão facilitar essa tarefa.

Deverá também conhecer sua IGREJA. Isto evitará que o docente cometa vários erros desagradáveis. Cada denominação tem uma história como sua identidade doutrinária (ou melhor, boa parte tem). Como professores, representamos uma instituição que tem suas características. Um bom conhecimento desses valores permitirá alunos firmes e comprometidos. Não sendo levados por qualquer vento de doutrina.

Um bom relacionamento PROFESSOR-ALUNO. Devemos nos interessar e demonstrar interesse por nossos alunos. Devemos gastar tempo com eles não apenas dentro da classe, mas também em outros momentos. Estamos influenciando uma nova geração de cristãos e líderes da igreja. As aulas dominicais têm pouco tempo para isso. Outros cultos, situações fora do templo, são momentos oportunos para melhor conhecer o aluno e se tornar seu amigo, não apenas professor.

Até agora contemplamos apenas fatores extra-aula. Eles são tão importantes quanto os fatores que são observados na aula em si.
Dentro da classe, o professor deve prezar por uma boa ORGANIZAÇÃO. O bom professor organiza sua classe (cadeiras, quadro, mesa, etc.) antes de começar a aula. Se for usar um equipamento elétrico/eletrônico (TV, retro, datashow) ele testa com antecedência. Demonstra zelo por sua Bíblia e revista. Não perde as avaliações de seus alunos. Todas essas atitudes estão sendo apreendidas pelos alunos, consciente ou inconscientemente e voltarão à memória deles em outros momentos.

Numa boa aula, focaliza a APRENDIZAGEM e não apenas o ensino. Numa aula do Instituto Teológico em Manaus, um aluno fez a seguinte pergunta ao professor: Em que momento da evangelização eu posso dizer que o ouvinte foi evangelizado? Ao ter realizado o evangelismo de uma pessoa não posso dizer em que momento ele foi evangelizado. Algo semelhante acontece na sala de aula. O ato de ensinar não garante que houve aprendizagem! Ensinar é “instruir; inclui apresentação, explanação e demonstração de um novo conceito”, aprendizagem é a “aquisição de informações e entendimentos novos” (MELLIN, pg 169 e 170) O ensino não estará completo se não houver a aprendizagem. A apresentação possibilita a aquisição, mas não a garante! A Bíblia de Estudo Pentecostal expõe essa verdade nesses termos: “o conceito bíblico de ensino e aprendizagem não é primeiramente transmitir conhecimentos ou preparar-se academicamente. É produzir santidade e uma vida piedosa que se conforme com os caminhos de Deus.” (pg 1864, nota sobre 1Tm 1.5)

DINÂMICO E INOVADOR. Para concluirmos nossas qualidades do bom professor de EBD, lembramos do espírito dinâmico e inovador. É o docente que não se contenta em ser um repetidor de textos. Está interessado que seu aluno construa conhecimento de forma ativa e produtiva. Possibilita diversidades na forma de explanação visando alcançar todos seus alunos.

Os bons exemplos foram deixados para imitarmos. Os maus, para aprendermos como não fazer. Reitero: nossa tarefa requer empenho!
Deus nos chamou e nos concedeu dons para cooperarmos em sua obra. Ele também deseja que utilizemos ferramentas que facilitem o ato de ensinar.
Queremos ser lembrados como bons ou maus professores? Como empenhados ou relapsos? Como quem influenciou de forma positiva ou negativa?
Professores, ao trabalho...

REFERÊNCIAS:

Ângelo Cagliardi Junior. EDUCAÇÃO RELIGIOSA RELEVANTE. Editora Vinde. 1993.

Cristina Mellin. APRENDENDO A ENSINAR. Editora Quadrangular. 2000.

Inácio Feitosa. A DIDÁTICA DO PROFESSOR RUIM, In: Diário de Pernambuco. 11 de junho de 2008.



*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

VEJA TAMBÉM:

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)