quarta-feira, 29 de julho de 2009

GERAÇÃO TEEN, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 2)

“Jovens educados de maneira negligente correm o risco de se tornar adultos infelizes e desajustados.”

Continuando nossa série de postagens sobre adolescentes, publico o segundo EXTRATO de notícias da mídia escrita. O texto vem da revista Veja, data de 18 de fevereiro de 2004. Eis o título estampado em sua capa “FILHOS TIRANOS, PAIS PERDIDOS”.
Seguirei o mesmo esquema da primeira postagem. Irei expor partes do texto de nosso interesse e minhas palavras estarão grafadas em azul.

Esta reportagem trata do relacionamento entre pais e filhos (adolescentes) e a confronta com a realidade de pais e filhos nas gerações anteriores.

O título da reportagem no interior da revista é A TIRANIA ADOLESCENTE.
Eis sua descrição do adolescente:
“Do ponto de vista biológico, nenhuma época da vida é marcada por tantas mudanças. A Organização Mundial da Saúde estabelece que a adolescência compreende a faixa etária entre 10 e 19 anos. É nessa fase que se adquire 25% da estatura final e 50% do peso total. Nesse processo, meninos e meninas experimentam uma verdadeira explosão hormonal. Entre 11 e 12 anos, acontece a primeira menstruação – as garotas ficam mais irritadiças e o humor oscila muito. A cintura afina, os quadris alargam e, por volta dos 15 anos, os seios ganham formas definitivas. O primeiro sinal que a puberdade chegou para os meninos é o aumento de tamanho dos testículos. Mãos e pés crescem desproporcionalmente ao tronco e surgem os primeiros pêlos pubianos. A voz começa a engraçar e, por volta dos 14 anos, o rosto ganha uma barba rala. Do ponto de vista emocional, o adolescente é um vulcão. Ele ainda não sabe o que quer ser, mas tem certeza dos modelos em que não gostaria de se espelhar: os adultos que o circundam, em especial os pais. Nas diversas subfases que se sucedem na adolescência, ele alterna momentos de agressividade, egocentrismo, insegurança e completa falta de senso de perigo.”
“Com a revolução comportamental dos anos 60, a difusão dos métodos pedagógicos modernos e a popularização da psicologia, a liberdade passou a dar o tom entre pais e filhos.”
Quando em outra época tínhamos certa rigidez para orientar os filhos, hoje “os pais se sentem desorientados e os filhos, na ausência de quem estabeleça limites à conduta, assumiram o papel de tirano.”
Para Tânia Zagury, autora do livro Os Direitos dos Pais, “chegamos a uma situação-limite. Está na hora de os pais recuperarem sua auto-estima e sua autoridade.”
Dois motivos básicos para o ambiente de independência: “os jovens atuais são muito bem informados” e “eles nasceram num ambiente já bastante marcado pela educação liberal”.
“As metodologias pedagógicas modernas... passaram a respeitar a individualidade do jovem e a enfatizar a sua liberdade” (mais precisamente o Construtivismo)
(Para uma visão TEOLÓGICA do Construtivismo, veja o excelente texto de SOLANO PORTELA: O QUE ESTÃO ENSINANDO AOS NOSSOS FILHOS: Uma Avaliação Teológica Preliminar de Jean Piaget e do Construtivismo. Clique AQUI)

Para o educador Celso Antunes, os pais têm buscado alguns escapes para não assumirem a responsabilidade com os filhos. “Por trabalhar e passar pouco tempo com os filhos é comum que um casal se torne permissivo com os desejos dos jovens para compensar essa ausência.”
“Às vezes não é o uso indevido da psicologia moderna nem a culpa que causam o estrago: é o desejo de fugir da tarefa difícil que é educar um adolescente.”
Assim afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Universidade de São Paulo: “no fundo, o que eles [os pais] procuram é se livrar do problema. Querem uma justificativa externa para o mau comportamento dos filhos...”

A conclusão do texto é alarmante:
“As conseqüências da omissão dos pais na educação podem ser graves. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 20% das garotas entre 13 e 19 anos já enfrentaram uma gravidez precoce. Por outro lado, uma pesquisa recente revelou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas... A falta de limites faz com que muitas vezes essas pessoas se revelem inaptas para lidar com os reveses e frustrações naturais da vida. Elas têm dificuldades para se relacionar em ambientes marcados por hierarquias (como o trabalho) e, em muitos casos, não conseguem nem mesmo se emancipar – tanto do ponto de vista emocional quanto do financeiro.”

Vejam o 1º EXTRATO (Clique AQUI)
Não perca o 3º EXTRATO.

Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

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Celson Coêlho