sábado, 29 de agosto de 2009

VEREI ESSA GRANDE MARAVILHA!

Celson Coêlho*

A modernidade nos possibilita uma grandeza que nossos antepassados não desfrutavam: o conhecimento “on line” (ao vivo) dos fatos do mundo.
A eleição do primeiro presidente negro dos EUA, quem não assistiu? Os clarões ao vivo dos mísseis das últimas guerras, quem não presenciou? E o lançamento do primeiro astronauta brasileiro... muitos vibraram!
Nós assistimos, presenciamos ou até vibramos com essas maravilhas, contudo não vivenciamos ou nos envolvemos com elas.

Eis o fascínio da “internet”: possibilita participarmos de grupos, comunidades, fóruns, bate-papos e não nos envolvermos. Sem compromisso! Conhecemos milhares de pessoas e ao mesmo tempo não temos compromisso com ninguém (só virtualmente).
Pare um pouco!
Lembre-se do último amigo que aniversariou...
Será que você não deixou apenas um “scrapt”, depoimento ou enviou uma mensagem?
Não estamos negando a validade dessas atitudes nem a importância da globalização das informações. O que queremos afirmar é que isso tira a PESSOALIDADE das ações e enfraquece os relacionamentos. Não tem o envolvimento com o outro. Um abraço forte. O olho no olho.
Este sentimento que impera na sociedade, infelizmente também está reinando na igreja. Pior que isso, tem reflexos em nosso relacionamento com o próprio Deus.

Na Bíblia, encontramos um grande homem que viveu momentos semelhantes. Foi o grande libertador: Moisés. Em Êxodo 3 encontramos Moisés querendo assistir, presenciar e até vibrar com uma grande maravilha, porém sem querer se envolver.
Moisés está na sua rotina diária, apascentando ovelhas. Algo o desperta, uma situação fora do normal. Uma planta se queimava e não se consumia (Ex 3.1 e 2). O que acontece quando vemos algo fora do normal? Ficamos curiosos! Queremos observar até perder a graça e nos voltamos para nossa rotina. Da mesma forma aconteceu com ele.
Assim foi sua expressão: “Que coisa esquisita! Por que será que o espinheiro não se queima? Vou chegar mais perto para ver.” (Ex 3.3. BLH) Você já esteve caminhando no centro da sua cidade e viu pessoas em uma roda observando algo? Curiosamente você se aproxima por trás e tenta dar uma olhada sem compromisso. Acredito que era a atitude de Moisés. Olhar sem compromisso.
O diferencial era que Deus estava interessado em Moisés. Queria relacionar-se com ele. Não queria deixar apenas um “scrapt”. “Deus viu que Moisés estava chegando mais perto para ver melhor, ele o chamou...” Quantos de nós não nos “aproximamos” da igreja apenas por curiosidade, sem compromisso? Queremos ver um milagre. Ouvir boa música. Conhecer pessoas bonitas. Ter uma vida “virtual” com Deus.

Observamos que por algumas vezes o pastor de ovelhas tentou fugir de um relacionamento compromissado com Deus (Ex 3.7, 11, 13; 4.1, 10, 14). Em 4.14 ele se expressa: Ah Senhor, compromisso? Comigo não Senhor. Tem outra pessoa mais capaz.
O que Deus revelou a Moisés também é útil para nós hoje:
O Senhor demonstrou que já estava preparando o caminho mesmo antes de Moisés O conhecer (Ex 3.6). Não é assim com nossas vidas? Quando chegamos à igreja pensamos que iremos dar uma observada. Conhecer um pouco sobre Deus. Na verdade ele já preparou tudo para nossa chegada.
Deus revela também um propósito para a vida de Moisés (Ex 3.10). Não seremos simples expectadores na causa do Mestre! Quando nos aproximamos de Deus, Ele já tem um propósito para nossas vidas.
Ele não deseja um relacionamento superficial ou passageiro. Deus quer um relacionamento intimo e duradouro conosco. Foi assim com Moisés (Ex 3.12b). Não era apenas um momento ou uma mensagem virtual.

Moisés tinha duas opções: 1) Olhar o fato maravilhoso, dar as costas e não assumir o compromisso com Deus. Continuaria sua vida como pastor de ovelhas, ou 2) Aceitar o chamado divino e comprometer-se com Ele. Sabemos de sua escolha! Não apenas viu a maravilha. Permitiu que Deus fizesse uma maravilha em sua vida e através de sua vida: LIBERTOU O POVO.
E você? Qual é sua escolha? Ser pastor de ovelha ou libertar o povo?

*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

REGIS DANESE, FAZ UM MILAGRE EM MIM E FORRÓ DO MUÍDO

Esses dias uma polêmica tem batido as portas de alguns cristãos. A música evangélica que, possivelmente, se tornou a mais conhecida e mais tocada no último ano faz parte desta polêmica.

A música “Faz um Milagre em Mim”, do cantor Regis Danese, que se tornou um “rit” nacional, está no centro dessa controvérsia.

Recentemente a banda de forró “secular” “Forró Muído” regravou esta música e a tem tocado em várias rádios como também em seus shows.



Aqui mais uma vez encontramos um dilema entre o relacionamento Sagrado e Profano. Muitas vezes não é perceptível a linha fronteiriça desses dois mundos.
Alguns questionamentos nos vêm à mente com relação esta situação específica:

1) O sagrado está influenciando o profano ou se tornou tão sem “sabor” que o profano o banalizou?
2) O sal está salgando ou está sem sabor?
3) A mensagem cristã sendo ouvida desta forma tem alcançado mais pessoas ou tem perdido seu valor?
4) Tendo em vista a banalização da música algumas igrejas têm proibido seu uso nos cultos. Esta atitude tem validade ou não?
5) Em um show de forró, quando tocam está música, ele tem engrandecido a Deus ou o tem escarnecido?

Acredito que estamos diante de uma situação nova para muitos. Tem sido comum nos últimos anos a utilização de músicas evangélicas por parte de padres/músicos católicos. Porém não lembro situação semelhante, principalmente com uma música que foi aceita amplamente nas igrejas cristãs.
Esta postagem não tem objetivo oferecer conclusões sobre a questão. Nosso alvo tem sido informar e questionar as possibilidades.
Você que tem acompanhado nosso blog deixe sua opinião em COMENTÁRIOS logo abaixo do texto.
Contamos com sua participação e visão sobre o fato. (Por favor, identifique-se)

Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog