sábado, 23 de abril de 2011

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES, vem aí...



SÁBADO DIA 30/04/2011

ÀS 14:00H, NA IEQ SEDE
PARA TODOS OS PROFESSORES DE JOVENS E ADULTOS
(Haverá uma apostila para os interessados, ao valor de R$ 5,00 > > "não é obrigatória", a capacitação é GRATUITA. Quem desejar, deverá solicitar via seu diretor da EBQ)

Escola Bíblica Quadrangular


Celson Coêlho

sábado, 9 de abril de 2011

EM DEFESA DA REVISTA DO DEBQ, reposta a uma análise míope em um texto anônimo


Em uma reunião dessas
, ouvi dizer que escreveram críticas quanto à revista do DEBQ em um blog.
Primeira revista da nova fase
1º Quadrimestre - 2008
Desconsiderei. Apenas citaram, não me informaram. Pensei ser futilidade. Irrelevante.
Passados os dias. Esquecido o assunto. Pesquisando na “internet” sobre a importância da utilização de revistas de Escolas Bíblicas. Deparei-me com o texto.

Nesse momento, não poderia fazer vista grossa. Li o arrazoado. Na verdade são dois textos. Um sobre a revista de Jovens e Adultos, outro sobre a de Adolescentes. Além de confirmar a falta de seriedade literária, constatei inconsistência de argumentos e informações.

Ponderei a validade de uma reposta. Para um leitor mais atento é rápida a conclusão acima. Defesa desnecessária. Contudo, duas razões levaram-me a escrever sobre o referido texto. Primeiramente pela responsabilidade de ser propagador e defensor do uso da revista na IEQ Pernambuco. Não sou melhor que ninguém por isso. Apenas obrigação. “Abracei” a proposta da nova revista do DEBQ e busco influenciar outros com a mesma visão.
Em segundo lugar, o meu blog é citado de forma direta, na imagem da revista e na sua referência. O meu blog (enfatizo o “meu”, pois o blog é pessoal e não institucional) tem se tornado referência em relação à revista do DEBQ. Não apenas em Pernambuco. Pessoas de outros estados encontram informações sobre as revistas e fazem contato comigo para esclarecimento (clique AQUI e veja). Também não me faz melhor que outras pessoas. Apenas resultado de um trabalho consciente. Graças a Deus e honras a Ele!

Por essas razões, escrevo a resposta nessa postagem. Os títulos dos textos são: “Adolescentes em preto, branco e amarelo – Análise dos novos livros da [sic] DEBQ” (a partir de agora citado como texto 1) e “Queremos o Novo, Chega do Velho! – Análise dos novos livros da [sic] DEBQ” (texto 2)[1] .
 
Ao citar partes dos textos, o farei em fonte AZUL. Mantendo o nível e respeitando as pessoas, ficarei a vontade no desenrolar da exposição. Quando lemos: “...acho que a revisão deixou a desejar... encontramos erros ortográficos, erros de justificação do texto...” (texto 1), entendemos que a postagem fora escrita com liberdade analítica. Inclusive, essa isenção chega a beirar o sarcasmo: “A revista dedicada a nós começa com muito humor pela capa” (t. 2); “Porque um padeiro adora a Arca?” (t. 2).
Não iria citar o “link” do texto para não conceder ibope ao referido blog. Talvez seja o objetivo do texto. Todavia, para clareza e veracidade dos argumentos, o citarei ao final do texto.

Vamos ao meu texto, sem deboche...


EXPLICANDO O TÍTULO DE MINHA POSTAGEM
2º Quadrimestre - 2008

O título deve indicar o assunto a ser tratado e, logicamente, estar ligado ao conteúdo do texto.
Os adjetivos escolhidos por mim não visam à ironia. MÍOPE e ANÔNIMO relacionam-se a Revista do DEBQ e análise de texto. Explico...
Conforme Dicionário Michaelis, MIOPIA é a “anormalidade visual que só permite ver os objetos a pequena distância do olho; vista curta.” A impossibilidade de ver algo distante. Neste caso, impossibilidade de ver a longo prazo. Nesse sentido que afirmo a miopia do texto. Esta crítica não tem bom senso. Não tem capacidade de olhar para trás e ver a história da Escola Bíblica na IEQ. Não consegue enxergar o projeto balizador da revista. Não sabe que “nunca na história de nossa igreja” tivemos um trabalho tão consistente com revistas de Escola Bíblica.
Miopia também em termos de futuro! O que temos agora ainda não é tudo. O uso pelas igrejas ainda não está a todo vapor. A equipe editorial está se formando, os escritores estão surgindo. Não posso comparar com as revistas da CPAD. Ela tem um dos melhores parques gráficos do Brasil. Contudo, não foi sempre assim.
 
Sem duvidar, o projeto da revista do DEBQ é um dos mais importantes da história da IEQ no Brasil. Decisivo para o futuro da igreja!
O outro adjetivo, ANÔNIMO, revela a filosofia de muitos na internet. Qualquer um pode falar qualquer coisa e ficar no anonimato. Sem compromisso. Sem responsabilidade.[2] Se alguém identificou o autor do texto, socorra-me. Não consegui. Por isso que em meu blog tem o autor. Um pouco de “quem sou”. Todos os textos escritos por mim seguem com meu nome. Nos textos de terceiros, subscrevo o nome e a fonte. Isso ocorre nos sites e blogs bem intencionados. Ética virtual. Respeito às pessoas. Adotei o princípio de não publicar os comentários anônimos em textos do meu blog. A maioria dos textos anônimos é de jogadores de pedras. Há alguns anos, li o excelente artigo do Pr. Isaltino Gomes, “A Arte de Discordar como Crentes.” Ele trata do anonimato cristão ao discordar. Ocorre nas igrejas corriqueiramente. “Ouvi falar...”, “Alguém me disse...” são frases conhecidas. Sugiro a leitura do texto de Isaltino. ("Link" ao final)


INCONSISTÊNCIA DE INFORMAÇÕES 
3º Quadrimestre - 2008

Para se posicionar corretamente em termos de ponto de vista, é de suma importância a boa definição de termos e informações. Se não, as pessoas não confiam nos argumentos expostos. Princípio de boa argumentação. Vale para o vestibular. Redação. Se não tenho conhecimento, não falo.
Vejamos as inconsistências:

1) Nos títulos temos: “Análise dos novos livros da [sic] DEBQ”. No decorrer dos textos encontramos repetidas vezes o termo LIVROS. Não são livros! São revistas! Revista é periódica. Livro não. Livro encerra um assunto por si (unitário). Revista tem novos temas a cada volume.

Embaralhando ainda mais os termos, lemos: “...há durante todo o livro comentários, de várias outras revistas, como CPAD, Central Gospel...” (t. 2) Os comentários encontrados na Revista de Jovens/Adultos são citações de livros. Ou seja, o uso dos termos foi invertido. Quando deveria usar REVISTA, usou-se LIVRO. Quando deveria usar LIVRO, usou-se REVISTA.
Não temos aqui apenas uma questão semântica. Por ser periódica, a revista facilita a estruturação de um currículo. Este abrange vários anos. Ou seja, uma formação cristã mais completa.
 
2) No início do texto 1 temos: “O Instituto Teológico Quadrangular entrega... seu novo material para as aulas em 2011!” As revistas não são publicadas pelo ITQ. Encontramos a informação correta sobre a publicação facilmente na 2ª página das revistas: Secretaria Geral de educação e Cultura (SGEC).

3) O texto expressa uma confusão quanto ao tema da revista. “Prossigo para o alvo” é o Tema do Ano Educacional Quadrangular. Não é o tema de nenhuma das revistas. A informação que esse tema “...é o mesmo para todos” (t.2) está errada. O Tema do Ano Educacional serve para o DEBQ, ITQ, MQCC e FATEQ. Todos os departamentos de ensino da IEQ. É o tema norteador para 2011. Evidencia-se total desconhecimento da estrutura educacional da IEQ, que tem abrangência nacional.
4) “Não há perguntas nem questionário...” Outra informação equivocada. Ao final de cada lição encontramos a APLICAÇÃO PESSOAL. Onde algumas perguntas são sugeridas para que os alunos avaliem suas ações diante do tema proposto.
 

INCOERÊNCIA DE VISÃO
1º Quadrimestre - 2009

Em alguns momentos a linha de pensamento do texto nos deixa confusos.

1) Lemos uma ironia em relação à revista de Jovens/Adultos, “uma das primeiras revistas com título, subtítulo e sub-subtítulo” (t.2). Sobre a revista de Adolescentes encontramos: “abaixo de cada título o assunto a ser tratado... pontos para o ITQ”. Deixa-me explicar como entendi: na revista de Jovens/Adultos não é bom ter informações a mais sobre o título. Na de Adolescentes as informações são bem vindas. Não parece incoerente?
  
2) Vejamos outro desconexo: “... o livro... segue a linha de organização tradicional da CPAD, qualquer membro da Assembléia que abrir o livro poderá sentir a semelhança nítida... Como na CPAD o livro possui...” (t.2) No outro texto encontramos: “Comparados aos da CPAD... os livros da IEQ são muito, mais muito fracos. Vai ver é por isso que as Escolas Dominicais nas Assembléias de Deus rendem tanto” (t.1) Afinal, as revistas da CPAD prestam ou não? No primeiro momento declara-se que a revista do DEBQ é semelhante à revista (livro) da CPAD, sendo que a do DEBQ é fraca. Logo, a da CPAD também é fraca (questão de lógica). Porém, depois é declarado o valor da revista da CPAD para “as Escola Dominicais nas Assembléias de Deus.” Incompatível...
 
3) Vamos ampliar a análise quanto a questão da incoerência. O nome do Blog é: Proibido Pessoa Perfeita. Como pode um blog com esse nome exigir uma revista perfeita? Se no Blog se defende a aceitação das pessoas sem exigir delas perfeição, por que exigir a perfeição da revista do DEBQ, sendo um projeto tão novo e ainda em desenvolvimento?

4) Ainda com visão macro da incoerência, lemos: “Jesus Cristo é pouco falado...” (t.2). Em outro lugar: “Jesus Cristo é pouco e quase não citado na revista!” (t.1). Qual texto do Blog Proibido Pessoa Perfeita é citado Jesus no título? De 12 textos, apenas um título cita o nome Jesus. Também não seria pouco? Na verdade, onde é visto o nome de Jesus no Blog? Tive a coragem de ler alguns textos do referido blog (corri o risco). Quatro textos desse blog não citam Jesus. Outro cita uma vez apenas. Também não seria muito pouco?


PERIGO TEOLÓGICO (beirando a heresia)

Aqui reside o maior problema!

2º Quadrimenstre - 2009

Eis o perigo: “Afinal estamos no Novo Testamento. Porque a necessidade de pregar o velho?” (t.2) Vejamos o que diz a Bíblia: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda obra.” (2Tm 3.16 e 17) Toda é toda! A Bíblia completa é inspirada por Deus. Ela TODA foi dada por Deus para a perfeição do homem. A Bíblia TODA é útil para ensinar, repreender, corrigir e educar na justiça. Por isso temos que estudar o livro de Levítico. Ele contém princípios eternos. “Cristão do Novo Testamento”? (t.2) Eu sou cristão da Bíblia! A Bíblia, de forma completa, habilita-me a servi a Deus conforme Sua vontade.

A ideia de excluir o Antigo Testamento (A.T.) da vida cristã é bem antiga. Um dos primeiros a sugerir foi Marcião, por volta do ano 160 d.C. A Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã (Ed. Vida Nova, 1990) o classifica como herege. Ele rejeitou o Antigo Testamento e fez “diferença entre um Deus Criador e um Deus Redentor; o julgamento pertence ao Criador; a redenção, ao Pai, que era o Deus desconhecido antes da vinda de Cristo.” (p. 474) Seu posicionamento ecoa em outros desdobramentos: Jesus não era o Messias do A.T.; Cristo não nasceu, apena apareceu; não sofreu, foi aparência.

3º Quadrimestre - 2009

O apóstolo Paulo nos alerta: “pois tudo quanto, outrora, foi escrito para nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm 15.4) Quando ele fala em escrito outrora (no passado) faz referência ao A.T. Sendo assim, como deixarei o A.T. de lado? O arrazoado diz: “Certo que é legal e interessante que se entenda do passado, da história, a final [sic] é cultura.” (t.2; grifo meu) Legal e interessante? História e cultura? Acredito existir um grande perigo nesse posicionamento! A própria Bíblia afirma que sua TOTALIDADE é proveitosa para a vida do seguidor de Cristo.


CONCLUSÃO

O posicionamento do texto em analise possibilita outros alertas. Contudo, para não alongar mais meu texto, finalizarei por aqui.

No arrazoado também é falado que a lição é muito curta. Como trabalho com Escola Bíblica na IEQ há alguns anos, lembro-me das reclamações das lições com muito conteúdo quando utilizávamos apostilas. Receio que os que hoje criticam a lição curta sejam os mesmos que hostilizavam as apostilas com lições longas. Semelhante aos críticos de Jesus em Mateus 11.16 a 19, nunca estavam satisfeitos. Ao final do verso 19 Cristo declara que a sabedoria é confirmada pelos seus resultados.

Com minhas palavras, expresso a frase que li no Twitter esta semana: a Bíblia na mão de um obreiro despreparado é semelhante a navalha na mão de uma criança...


  
REFERÊNCIAS
[1] Para esclarecer aos desavisados, o termo “sic” é um advérbio latino que significa “assim”, no sentido de “escrito dessa forma”. Ou seja, o original está escrito dessa forma, mesmo tendo erro de grafia ou gramatical. A expressão deveria ser “... do DEBQ” (Departamento de Educação Bíblica Quadrangular).
[2] A Constituição Brasileira diz: "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (Art. 5º, Parágrafo IV). 

"LINKS"

A ARTE DE DISCORDAR COMO CRENTE: http://www.isaltino.com.br/1999/01/a-arte-de-discordar-como-crentes/
http://proibidopessoaperfeita.blogspot.com/2011/01/queremos-o-novo-chega-do-velho-analise.html

Textos do blog Proibido Pessoa Perfeita que não citam o nome Jesus (sem "link"):
  • SEU, MEU, NOSSO DOCE HUMILDE EGO;
  • Alexandre - Você vai ficar pensativo nós garantimos;
  • Seja um idiota;
  • O que fazer com os SENTIMENTOS?; e
  • A PAZ que o mundo precisa (1 citação apenas).
Celson Coêlho
Editor do Blog
Diretor Estadual DEBQ-PE