sábado, 9 de julho de 2011

CONSTRUÇÃO E DESTRUIÇÃO, aprendendo para ter cuidado...



Destruir é mais fácil que construir! O senso comum já nos diz isso...

E parece que realmente é.

Não quero ser pessimista, mas é desolador ver “escorrer” pelo ralo aquilo que foi tão difícil para construir. Simples assim como água escorrendo...

São dois verbos opostos. Construir: dar estrutura, edificar, fabricar; Destruir: arruinar, demolir, derribar (qualquer construção).

Quando penso em construção na Bíblia me vem a memória o ensino de Jesus sobre a casa construída na rocha e a construída na areia (Lc 6.46-49). Sobre o que fez uma boa construção, sobre a rocha, é dito que “cavou, abriu profunda vala e lançou alicerce sobre a rocha” Você consegue entender quanta ação tem nesse pequeno texto. Quanto trabalho. Cavou! Abriu profunda vala! Lançou alicerce! É o detalhista Lucas nos lembrando que uma boa construção dá trabalho.

Não existe “passe de mágica”. Não dispomos de uma “varinha de condão”. Requer tempo, oração, lágrimas, trabalho, respeito, valorização, investimento e estar no centro da vontade divina.

Mateus, sobre a mesma ocorrência, enfatizou a “rocha” (Mt 7.24-27). Lucas, o médico, além da “rocha”, salientou o muito trabalho daquele que construiu.

Paulo, hábil construtor no Reino de Deus, fala da qualidade do que construímos baseado no material que usamos: “ouro, pedras preciosas, prata, madeira, feno, palha” (1Co 3.10). Os três primeiros, materiais duradouros, os outros, perecíveis. Quais são mais difíceis de encontrar, os duradouros ou os perecíveis? Quais exigem mais trabalho?

Construir é difícil! Agora, destruir...

VEJA COMO É FÁCIL destruir: “...uma pequena fagulha põe em brasas tão grande selva!” (Tg 3.5) Na Bíblia, um grande mau exemplo é a destruição causada pela língua. Perceba suas características destrutivas: ela é como fogo (poder de destruir); mundo de iniquidade; contamina o corpo inteiro; põe em chamas a existência humana; incapaz de ser domada; mal incontido e carregado de veneno mortífero (Tg 3.6 e 8).

Precisamos de um claro entendimento sobre este alerta. Muitos perdem o verdadeiro valor deste ensino bíblico. Até dizem: “as palavras têm poder!” Entendem que existe um poder mágico que envolve o falar: “desencadeia algo no mundo espiritual.” O Poder revelado aqui é o poder de influência na vida das pessoas. Principalmente quando quem fala é investido de autoridade sobre a vida da outra pessoa. Por exemplo: o pai sobre o filho; o líder sobre o liderado; o pastor sobre a ovelha; o professor sobre o aluno. A ideia de “poder mágico” nas palavras é extrabíblico.

DEIXEMOS DE LADO o que aprendemos de ouvir falar, vejamos o que diz o texto bíblico. No início do capítulo 3, verso 1, Tiago chama atenção aos mestres e aqueles que desejam ensinar. É para essa classe de pessoas que ele está falando neste capítulo. Ele está alertando as pessoas que tem influência sobre as outras através do falar. O nosso falar influencia as pessoas a agirem. A ideia é corroborada pelos versos 2 e 3 quando diz que controlar a boca (o falar) controla o corpo (o agir). A analogia do grande navio, controlado pelo pequeno leme, que vai onde timoneiro deseja, reforça o principio aqui descrito (v4). Essas analogias, somadas a do fogo, são descritas em tão poucos versos por que o tema é muito importante. Pessoas que tem influência, ao falarem de forma inconseqüente, podem amaldiçoar os seus ouvintes (v9).

Alguns ainda pensam que o principal ensino aqui é sobre falar da vida alheia. Também não é isso! O ensino é: como líderes temos o poder de levar as pessoas a agirem, para o bem ou para o mal.

Para construir temos que cavar, abrir vala profunda e colocar alicerces sobre a rocha. Para destruir basta uma pequena fagulha”.

Para construir temos que orar, jejuar, chorar, buscar a vontade de Deus, abrir mão de algumas coisas e investir (tempo, dinheiro, esforço). Para destruir, é só pronunciar algumas palavras impensadas.

Pense na tarefa de Moisés em libertar o povo e levá-lo a uma aliança com Deus.
Não foi algo do dia para noite!
Não teve passe de mágica!

Moisés foi preparado no deserto. Foi chamado por Deus. Enfrentou Faraó com as dez pragas. Instituiu a Páscoa. Foi perseguido pelo exército do Egito. Atravessou pelo meio do mar com pés enxutos. Ouviu várias murmurações dos israelitas. Encarou pelejas. Subiu ao monte Sinai. Passou alguns dias recebendo de Deus as orientações sobre toda a vida do povo de Israel.

Em poucas palavras relatei 31 capítulos do livro de Êxodo. Quanto tempo não foi? E as orações? Foi muito trabalho! Lágrimas. Dedicação. Noites acordadas. Muitos jejuns. Várias decisões. Procurando fazer tudo na vontade de Deus.

Depois de tudo isso, chega Arão, o irmão de Moisés, e destrói todo trabalho fazendo um bezerro de ouro. Simples assim. Em apenas 6 versículos (Êxodo 32), todo trabalho para construir uma aliança entre Deus e o povo vai se “escorrendo pelo ralo”.

NÃO FOMOS CHAMADOS PARA DESTRUIR!

Em determinado momento do ministério de Jesus, seus discípulos queriam fazer descer fogo do céu para consumir alguns samaritanos. O Mestre os corrigiu: “...o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.” (Lc 9.51-56)

"Os sábios escondem a sabedoria; mas a boca do tolo é uma destruição." (Pv 10.14)

O Senhor nos estabeleceu para construir não para destruir! (1Co 10.8; 13.10)

“Abençoai e não amaldiçoeis!” (Rm 12.14)

Ei! É trabalhoso construir, não destrói não, por favor...

Celson Coêlho
Editor do Blog
(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor: Celson Coêlho e o blog: http://www.ebqrecife.blogspot.com/)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

EBQ Cajueiro - apresentações


Na manhã de domingo, dia 26/06/2011, tive a grata satisfação de comparecer a IEQ Cajueiro e presencear uma manhã festiva naquela EBQ.
A convite da diretora da EBQ local, irmã Lucilene, assisti a boas apresentações revistidas de muita criatividade. As apresentações (coreografia, teatro, declamações, etc) deveriam focar o livro de Lucas, lição do trimestre, e conter traços da cultura nordestina.
Foi gratificante ver o envolvimento de todos naquela EBQ. Que Deus continue abençoando a IEQ Cajueiro.
Abraços ao Pr Josenildo e Pra. Paula, também presentes do início ao fim das apresentações.
Seguem algumas fotos.
Com Pr. Josenildo e Pra. Paula

Irmã Lucilene - Diretora da EBQ

Mesa farta

Observando as apresentações

Os representates das classes, ao final das apresentações


O julgamento ficou na minha mão...