sábado, 14 de abril de 2012

CRENTE NÃO VIVE DE "MEME" ESPIRITUAL


Figura extraída de meme.yahoo.com
A grande rede nos força a inverter os valores. Tende a tornar real o que é virtual e a realidade vai se “virtualizando”.

Pessoas ficam desesperadas se passarem UM dia sem acessar as redes sociais. Parece que será um dia perdido.

As concepções e princípios da internet vão tomando conta dos nossos valores. Invadem nossas escolhas e influenciam nossas decisões. Para alguns, quanto mais conectado mais vivo...

Um dos conceitos (ou modismos) quase impostos pela rede é o do “meme”. Com certeza você já viu ou até compartilhou um “meme”, porém sem conhecimento. Você viu que Luiza está no Canadá? Riu com “para nossa alegria”? São alguns dos poucos “memes” jogados na rede recentemente. No caso da jovem Luiza, até a poderosa mídia televisiva se aproveitou do momento. O “para nossa alegria” não o assisti em momento algum. Parecia ridicularizar uma música cristã que para mim teve grande valor no início da minha caminhada. Não queria perder a estima desta canção apenas para estar na moda da rede.

“Memes” são os fenômenos instantâneos gerados na internet. Chegam a ter milhões de acessos na rede e depois de alguns dias, somem do mapa. Podem ser “uma piada, uma foto engraçada, um vídeo acidental.” (Exame.com) Pessoalmente os considero a “moda virtual”. As pessoas precisam conhecer para ter assunto nas rodas de amigos.

Muitos crentes parecem depender de “memes espirituais” para viver. Precisam se apegar a moda espiritual do momento. Seja um chavão, um “versículo amuleto”, um cacoete ou um objeto. Muitos se apegam a frases de canções famosas, os rits do momento. Principalmente se conter uma letra triunfalista.

Há dois anos tratei aqui no Blog de um possível “meme gospel”. O cristão, diziam, não pode desejar “parabéns para você”. Muitos ingeriram esse vírus. (Para ler clique AQUI)

Desde meus primeiros passos na fé, ecoa em meus ouvidos o alerta de Paulo:

“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” (Ef 4.14)

O apóstolo compara o ser menino com a imaturidade espiritual. Usou a expressão para si mesmo em 1Co 13.11. Quando também esclareceu que “quando chegou a ser homem, desistiu das coisas de menino.” A partir do seu aprendizado pessoal orientou posteriormente: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.” 1Co 14.20

Na maldade os coríntios deveriam ser criancinhas. Sim, devemos ser inocentes em praticar o mal. Porém, com relação ao pensamento, ou em outras palavras: ao julgar as coisas se eram espirituais ou não; se trariam edificação ou não, deveriam ser maduros, crescidos [teleios]. A determinação inicial, conforme Morris é “parai de ser meninos no entendimento.” ( MORRIS, Leon. 1 Coríntios. Vida Nova, pg 158) Atente ao alerta de Godet: “Na verdade, é característico da criança preferir o divertido ao útil, o brilhante ao sólido.” (In Morris) É nitidamente semelhante a alguns cristãos ao preferirem o modismo.

Voltando ao texto de Efésios 4.14, ele se encontra em meio a um texto sobre maturidade na fé: Ef 4.7-16. Veja os termos “aperfeiçoamento”, “pleno conhecimento”, “perfeita varonilidade”, “estatura de Cristo”, entre outros.

Em outras palavras, Paulo está dizendo: “eu estou falando sobre como ser maduro na fé e a importância dessa maturidade, isso para deixarmos de ser crianças espirituais”. A imaturidade na fé tem a consequência de sermos “levados em roda por todo vento de doutrina”. Aqui se expressa a ideia de um barco em meio a um vendaval em um mar bravio. A NVI expressa melhor a analogia “levados de um lado para outro pelas ondas... jogados para cá e para lá”. Foulkes esclarece que “o verbo grego [...] dá a ideia de uma agitação tão violenta que pode tontear uma pessoa.” (FOULKES, Francis. Efésio. Vida Nova, pg 102)

Não nos apeguemos a “memes espirituais”. Deixemos o modismo da fé de lado. Os que assim caminham “são os cristãos imaturos. Parece que nunca conhecem sua própria vontade nem chegam a convicções firmes. Pelo contrário, suas opiniões parecem ser as do último pregador que ouviram ou do último livro que leram, e caem facilmente como presa de cada nova moda teológica.” (STOTT, John. Efésios. ABU, pg 124)

Quanto ao uso da internet, deixo o alerta de Isaltino Gomes. Se puder, leia o texto completo no link abaixo: “Tempo é um bem valioso. E se encurta diariamente. Cada dia, uma folha de nosso calendário é tirada e não é reposta. Não desperdice seu tempo. Se o Facebook ou a Internet tomam mais tempo seu que a vida espiritual, desculpe-me: sua vida está sendo perdida. A não ser que você seja tão pobre que nem note isto. Não perca seu tempo. E use-o para sua vida espiritual.”



Fontes:
A Ciência do Meme na Internet. In Exame.com acessado em 14/04/2012 às 18:15 (http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1009/noticias/a-ciencia-do-meme?page=2&slug_name=a-ciencia-do-meme) .

Celson Coêlho
Editor do Blog

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Celson Coêlho