segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

SENTIMENTALISMO NÃO EDIFICA (ou CUIDADO COM O QUE VOCÊ LÊ!)


Meu amigo, vejo cada coisa!
Estou fazendo um estudo sobre o livro de Neemias. No capítulo 1.11 diz-se que Neemias era “copeiro do rei”. Tentando agregar aos livros que consulto, tentei ler algum estudo interessante na Internet. Achei um que o autor diz que ser copeiro do rei era algo simples, não tinha valor nenhum. Era uma função insignificante. A ideia é expressar que mesmo numa função sem valor, Neemias fez grande obra por confiar em Deus. Por parecer piedoso, muitos compram a ideia e passam a frente tal explicação do texto bíblico. Mas a verdade não é bem essa...
Tenho em mãos quatro comentários bíblicos. Os quatro são enfáticos em demonstrar a importância da posição de copeiro do rei. “Neemias era copeiro de Artaxerxes I, rei da Pérsia. Era, contudo, muito mais que um simples criado doméstico. Por todo o Oriente Médio esse ofício significava posição de influência e honra.” (Comentário Bíblico Broadman, Vol. 3, pg. 495) Pelo amor de Deus! De onde o internauta tirou aquela ideia?
A parte os comentários, que têm seu devido valor. Podemos recorrer à própria Bíblia. Na verdade devemos! Esse é um dos passos mais importantes na interpretação bíblica. A história de José no Egito (a partir de Gênesis 40.1) fala-nos de um copeiro. Ele era responsável por dar o copo “na própria mão de Faraó” (Gn 40.11). Foi ele que, estando próximo a Faraó, sugeriu que chamasse José na prisão para interpretar-lhe os sonhos. Isso exprime proximidade e confiança do rei. Como ser copeiro não tinha valor nenhuma?
A explicação com cunho piedoso está equivocada. Sincero, mas errado! Piedade sem balizamento da verdade bíblica não passa de sentimentalismo. Sentimentalismo não edifica!
Devemos ter o devido cuidado com aquilo que lemos na internet. Para isso, devemos:
1) Ter site/autores de referência: reconhecer sua originalidade, sua formação, compromisso, etc;
2) Observar suas fontes ou inspirações. Onde ele está “bebendo”? (todo escritor que se preza revela suas fontes: livros, links, palestras, etc);
3) Compare com outros autores também de referência. O que dizem do mesmo assunto?
4) Em termos de fé cristã, compare com que a Bíblia diz sobre o assunto. (em outras áreas vale a ideia: vá aos originais!)
5) Por fim, tenha cuidado com aquilo que você divulga. Na igreja, se você é pregador, professor ou líder, você é formador de opinião. As pessoas “comprarão” aquilo que você fala. Isso tem um preço...
Que Deus nos abençoe!
Celson Coêlho
Editor do Blog

domingo, 29 de setembro de 2013

O NOVILHO CEVADO E A ALEGRIA DO RETORNO (Lucas 15)


*Por Celson Coêlho

Lendo a parábola do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32) vemos o pai mandando matar o novilho cevado para celebrar o retorno do filho perdido. O novilho cevado era um animal especial separado para ocasiões especiais. Os judeus tinham o costume de separar os melhores animais para o surgimento de ocasiões especiais. Se de última hora surgisse uma necessidade de comemoração especial não poderiam pegar qualquer animal. Tinha alguns separados para tal evento. Na parábola o pai declara: “... matai O novilho cevado...” (Lucas 15.23). O texto é específico: O novilho cevado. Não era UM novilho cevado. Se usasse o termo UM, poderia se pegar UM dentre outros novilhos cevados. O detalhe de “O novilho cevado” ainda se repete nos versos 27 e 30. Era o melhor dos melhores que se deveria pegar. Talvez possamos entender assim: o pai tinha um rebanho, desse rebanho separavam-se os melhores novilhos para ocasiões especiais. Eram bem alimentados (cevados). Porém, percebia-se que desses novilhos especiais tinha um que era o melhor deles. Este era separado. Era “O novilho cevado”. Na ocasião mais especial ele era usado.
Quando o pai pede para pegar O novilho cevado ele tem uma certeza em seu coração: não aparecerá ocasião mais especial que aquela. Aquela é a melhor das celebrações. Aquela comemoração é sem igual. A razão é expressa no texto: “porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” (Lucas 15.24) Aquele pai, aquela família, aqueles servos não precisavam mais manter O novilho cevado separado. O sentimento era: “comamos e nos regozijemos” (Lucas 15.23) Esse era o mesmo sentimento do pastor que encontra uma ovelha perdida: “E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida” (Lucas 15.6). Assim também reagiu a mulher que encontrou a dracma perdida: “E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achai a dracma que havia perdido” (Lucas 15.9).
Essas duas parábolas (da ovelha perdida e da dracma perdida) reforçam o ensinamento da parábola do filho pródigo. Elas repetem o mesmo desejo: ALEGRAI-VOS COMIGO! (versos 6 e 9). O momento é de alegria! Alegria dos amigos e vizinhos do pastor (v. 6); alegria das amigas e vizinhas da mulher (v. 9); alegria do pai, de sua família e dos servos (v. 23). É momento de todos se alegrarem. Essa é a alegria da salvação. Alegria da libertação. Alegria por aquele que estava morto e reviveu (v. 24 e 32). Passou da morte para a vida. Essa alegria extrapola a dimensão humana. Ela alcança a dimensão espiritual. Na verdade ela começa no céu:

“Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lucas 15.7)

"Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15.10)

Quando uma vida é salva pelo Senhor é necessário sermos atingidos pela alegria que inunda o céu.

*Celson Coêlho
Editor do Blog

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ESCOLA DE DISCÍPULOS - QUADRANGULAR IPSEP (Recife-PE)



Formatura, culto de domingo à noite - 30/06/2013






Homens da Escola de Discípulos

Confraternização de fim do 1º semestre de 2013
Confraternização
Exposição apresentada pelos alunos
Estudo em grupo

Estudo em grupo


segunda-feira, 1 de julho de 2013

QUANDO A IMUTABILIDADE DE DEUS (Entre Aspas #7)



“Quando a imutabilidade de Deus é cuidadosamente discutida, os teólogos reconhecem que Ele não é imutável em todo modo ou domínio possível. Ele é imutável em seu ser, propósitos e perfeições. Mas isto não significa que Ele não possa interagir com aqueles que levam a sua imagem em seu tempo. O propósito de Deus desde a eternidade passada era enviar o Filho e, em um momento estabelecido na série contínua do nosso tempo-espaço, o Filho foi realmente encarnado. Até mesmo a leitura mais superficial das Escrituras revela que Deus é um Ser pessoal que interage conosco. Nada disto é para ser excluído pela imutabilidade.”
(CARSON, D. A. A Difícil Doutrina do Amor de Deus. CPAD. 2007)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

CONFLITO DE GERAÇÕES, visão bíblica a partir de Mateus 11

 
*Por Celson Coêlho

(Mensagem pregada no Retiro Espiritual de Homens da IEQ UR-7, Recife-PE, no dia 10/03/2013)

Mateus 11.2-19

Definindo conceitos
• Geração: constitui-se de indivíduos nascidos numa mesma época. O termo vem do latim e significa gerar. Então podemos dizer que uma geração é um grupo de pessoas nascidos numa mesma época e influenciados (gerados) pela forma de pensar e agir dessa época. Estimava-se que o período que se formava uma geração era de 40 anos. Há alguns anos essa estimativa caiu para 10 anos. Acredito que esse intervalo tende a ficar menor.
São características de uma geração: linguagem (verbal ou não verbal); filosofia de vida (forma de lidar com os problemas, a família, o trabalho, os relacionamentos, as autoridades e sua posição na sociedade); preferências culturais (músicas, televisão, literatura); sistema de educação; e alimentação.[1]
• Conflito: significa oposição de interesses, sentimentos ou ideias. Choque de motivos ou ações. Pensando-se em gerações, os conflitos se dão pela distância que existe entre os jovens e os de mais idade. Temos assim os conflitos de gerações devido a distância de valores e estilos de vida.
 Esclarecido esses conceitos, voltemos ao texto de Mateus 12. Nele encontramos um contexto de diferentes gerações e alguns conflitos entre elas.

1. O Conflito
As gerações são: a) A dos homens que vestiam roupas finas e viviam nos palácios (Mt 11.8), caracterizando os homens que viviam acalentados pela riqueza e poder. Talvez abrindo mão de seus valores pelo “status”; b) A de João Batista, que levava uma vida de separação da sociedade. Vivia no deserto. Vestia-se de pêlos de camelo e cinto de couro. Alimentava-se de gafanhotos e mel (Mt 3.1 e 4); e c) A de Jesus, caracterizado pelo amor ao próximo, pelo diálogo e respeito.
O conflito é revelado na pequena história de crianças contada por Jesus para definir aquela geração (Mt 11.16-19). Aquela geração estava mais preocupada com seu “status”. Interessavam-se mais no que tinham e no que podiam ter. Não abriam mão do seu interesse próprio. Por isso não aceitavam João Batista, chegando a dizer que tinha demônio, porque não comia nem bebia da mesma forma que os demais. Queriam que ele fosse mais sociável. Contudo, ao surgir Jesus, também não foi agradável a eles. Jesus era o contrário de João. Vivia na cidade. Comia com todos, era sociável. Também não agradou àquela geração.
Eis o questionamento de Jesus: “A quem hei de comparar esta geração?” Era como se ele dissesse: “Que geração é essa?” Ele mesmo tem a resposta: “É semelhante a meninos.” As crianças daquela época imitavam as atividades dos adultos, semelhante aos nossos dias. Jesus cita dois tipos de brincadeiras daquela época. Brincar de casamento e de funeral.
No casamento havia músicas com flautas e todos deviam dançar alegres. No funeral, havia músicas de lamentações. Inclusive, eram contratadas mulheres chamadas de carpideiras, que eram especialistas em chorar, para destacar o clima de lamento. Deveria ter pranto; choro. Algumas crianças não se contentavam nem com brincadeira de casamento, com alegria e danças. Nem com a brincadeira de funeral, com tristeza e choro. Nada agradava. Assim era aquela geração.
A Bíblia nos esclarece sobre a origem dos conflitos. Em Tiago 4.1 diz: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” A origem é nos prazeres. “Referindo-se a ‘prazeres’ o autor salienta o desejo de satisfação do nosso EU.”[2] As contendas ou conflitos tem raiz na satisfação do interesse próprio.

2. Evitando Conflitos
João e Jesus tinham idades próximas. Nasceram na mesma época e viviam no mesmo ambiente. Contudo, é evidente que não tinham o mesmo estilo de vida. Suas personalidades eram diferentes. A natureza da missão de cada um também era diferente. Eles tinham todas as ferramentas para um conflito. Mas isso não ocorreu.
Houve um indício de conflito. Mas foi solucionado. João parece duvidar se Cristo era aquele que estava para vir. Enviou seus discípulos para questionar Jesus: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outros?” (Mt 11.3) João Batista profetizará que Jesus traria julgamento (Lc 3.16, 17). Talvez esperasse que o Salvador agisse como ele. Confrontando de forma severa e direta. Mas, até aquele momento, não tinha ouvido nada sobre julgamento. Só tinha ouvido falar de misericórdia. Não é errado duvidar. O problema é quando a dúvida cresce e gera conflitos. As dúvidas podem ser evitadas com diálogo e respeito.
A resposta ao questionamento de João está naquilo que Jesus estava realizando. Jesus diz: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.” (Mt 11.4,5) Os fatos relatados por Jesus foram profetizados por Isaias (35.5,6;61.1). Era a referência profética ao Messias esperado por João Batista. Jesus diz, em outras palavras: “Vejam os fatos. Falem para João. Ele poderá comparar com aquilo que está registrado no Antigo Testamento com relação à chegada do Messias. Assim saberá se eu sou aquele que estava por vir.”
O conflito deve ser solucionado esclarecendo as duvidas com base na Bíblia.

3. O Respeito Entre Gerações
Outro fator que contribuiu para uma relação bem sucedida entre Jesus e João Batista, apesar de estilos diferentes, foi o respeito que tinham entre si.
João Batista estava a todo vapor em seu ministério quando viu Jesus pela primeira vez. Pessoas viam ao se encontro e eram batizadas. Mas ao encontrar o Jesus lhe concede a decida reverência: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29)
Jesus também demonstrou respeito ao João e ao seu ministério: “Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt 11.11a). Tinham um relacionamento de respeito independente das diferenças.
O respeito à geração posterior a deles também é lembrado: “Mas o menor no reino dos céus é maior do que ele [João]” (Mt 11.11b). Era como se dissesse: “João foi o maior dos nascidos de mulher na era dos profetas. Contudo, aqueles que pertencem à nova era, ao reino dos céus, o menor é maior que João.” Jesus reforça essa verdade em outro momento: “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (Jo 14.12)
Tem que haver respeito entre as gerações.

4. A Importância de Entender sua Posição
João chamou a atenção de muitos judeus quando desenvolvia seu ministério. Ele foi questionado por sacerdotes e levitas se ele era o Cristo esperado: “Quem és tu?” (Jo 1.19). Ele poderia ter assumido a posição do Messias. O privilégio. O “status”. Não foi isso que fez. “Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo” (Jo 1.20). Essa posição não é minha, disse ele. Não me pertence. Não quero e não posso assumir a posição que é de outro.
Na verdade, disse João, eu entendo minha posição: “Eu sou a voz do que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor” (Jo 1.23). Inclusive, os seguidores de João deram início a um conflito. Queriam que João confronta-se a Jesus (Jo 3.25,26). Eis a resposta de quem entende sua posição: “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3.27-30).
Entender nossa posição é importante para haver respeito entre as gerações. Isso afasta os conflitos.

5. Crescendo em Ambiente Saudável
O ambiente onde as novas gerações são formadas é ponto crucial para relacionamentos saudáveis.
Jesus e João Batista eram primos. Os pais de João eram Zacarias e Isabel. O testemunho deles é que “eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (Lc 1.6)
José, o pai humano de Jesus, ficou preocupado ao saber que Maria, sua noiva, estava grávida. Viu que tinha algo diferente acontecendo. Contudo, “sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente” (Mt 1.19). Ele fez isso ainda não sabendo da obra miraculosa de Deus. Ele era justo e não infamava. Infamar é manchar a honra de alguém. José não procedia assim.
Ao saber que estava grávida, Maria também foi informada que Isabel também estava grávida (Lc 1.36). Porém, Isabel já estava com 6 meses de gravidez. Ela também já era idosa. Maria não aguarda que sua prima venha visitá-la. Sendo mais nova, ela vai ao encontro de Isabel. Um relacionamento de respeito. Isabel abençoa Maria ao recebê-la: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre” (Lc 1.42).
Esse era o ambiente que nasceram e cresceram João e Jesus. Homens opostos na personalidade, sem abrir mão do respeito e da boa convivência.

6. Converter o Coração dos Pais aos Filhos e dos Filhos aos Pais
Finalizo esse estudo recorrendo ao texto de Malaquias 4.5,6. Ele é uma referência profética ao ministério de João Batista: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.
O conflito entre gerações é acima de tudo um conflito na família. Conflito entre pais e filhos. Esse conflito, conforme Malaquias, traz maldição sobre a terra. Essa maldição pode ser evitada se houver conversão dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. Converter é se voltar para. Se os pais se voltarem para os filhos e se os filhos se voltarem para os pais, não haverá conflito. Não haverá maldição.
O conflito entre gerações será solucionado quando houver interesse de entendimento e respeito entre elas.


[1] Consultado em http://editorauea.blogspot.com.br/2010/11/o-que-e-uma-geracao-como-se-caracteriza.html (acesso em 08/03/2013)
[2] Celson Coêlho. Onde Está Teu Irmão? Desafios a comunhão cristã. Livreto de publicação do autor.

(reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor: Celson Coêlho e o blog: http://www.celsoncoelho.blogspot.com)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

NÃO DEIXE SEU CINTO FICAR PODRE (Jeremias 13)

O livro de Jeremias (Jr) contém ilustrações marcantes. De passagem lembramos a visão do profeta na casa do oleiro.
Menos observado, mas com igual importância, encontramos em Jeremias capítulo 13, do versículo 1 ao 11, uma analogia usado por Deus para impactar o profeta e seus ouvintes.
Deus orienta o profeta Jeremias a comprar um cinto de linho (Jr 13.1). Este cinto não se assemelha ao utensílio usado em nossos dias para prendar a calça. O cinto de linho na verdade era uma peça de roupa íntima. Era um tipo de sobre pele. Colava-a no corpo, depois vestia as outras peças.
Após adquirir o cinto, o profeta é orientado a colocar o cinto em uma fenda próxima ao rio. Passados muitos dias Jeremias vai buscá-lo e se surpreende: “eis que o cinto se tinha apodrecido e para nada prestava” (Jr 13.7). Após receber muita água o cinto apodreceu.
Os ensinamentos são:
1) O cinto, no próprio texto bíblico, é comparado ao relacionamento de intimidade que Deus se propôs a ter com seu povo: “como o cinto se apega aos lombos do homem, assim eu fiz apegar-se a mim toda casa de Israel... para  me serem por povo...” (Jr 13.11). Essa peça de roupa era algo comum do dia a dia. Assim Deus queria se relacionar com seu povo;
2) Com o passar do tempo esse relacionamento pode ficar podre e não ter mais utilidade. Eis as razões:
2.1. Devido à soberba do coração (Jr 13.9). Basicamente a soberba é um sentimento de superioridade em relação ao outro.
2.2. Já que o homem se acha superior, ele não precisa ouvir a voz de Deu: “Este povo maligno, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que caminham segundo a dureza do seu coração...” (Jr 13.10a);
2.3. Assim o homem estabelece para si outros deuses (Jr 13.10b) das mais variadas formas: imagens, pessoas, dinheiro, a razão, etc.
Esses são os níveis que o homem pode seguir se não guardar bem seu cinto de linho, sua intimidade com Deus. Apostasia e rebeldia levam a destruição espiritual.
A transformação apenas é possível quando o homem se põe nas mãos de Deus: Jeremias 18.1-17.

Celson Coêlho

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ONDE ESTÁ TEU IRMÃO? Desafios a comunhão cristã



Com a graça de Deus compartilho mais um material de nossa autoria. Livreto com lições bíblicas sobre comunhão na vida cristã.
São oito lições com estudos bíblicos. Conto com vossos orações.
Sumário:
1. ONDE ESTÁ TEU IRMÃO? (Gn 4.1-16)
2. A ORIGEM DAS DIVISÕES (Tg 4.1-17)
3. ESTÁGIOS DA COMUNHÃO (At 2.42-47)
4. A MUTUALIDADE CRISTÃ (Cl 3.9-17)
5. AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – a excelência do amor (Jo 13.31-35)
6. ORAI UNS PELOS OUTROS – o poder da intercessão (Tg 5.13-18)
7. PERDOANDO-VOS UNS AOS OUTROS –  a prática do perdão (Ef 4.25 a 5.2)
8. CHAMADOS PARA SERVIR (Gl 5.13-15)
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

O QUE SIGNIFICA "LANÇAR SORTES" EM ATOS 1.26?

*Celson Coêlho


O que significa “lançar sortes” conforme registrado em Atos 1.26?
(Este questionamento foi levantado por uma irmã. Compartilho abaixo o entendimento bíblico sobre o tema)
O termo “lançar sortes” não tem outro paralelo na vida da igreja conforme registrado no Novo Testamento. Seu uso é mais regular no Antigo Testamento pelo povo de Israel, mesmo assim não fica claro o que seria.
Para nossa edificação vamos ver os ensinamentos que podemos extrair de Atos 1.26 sobre o “lançar sortes”. Depois veremos alguns textos do Antigo Testamento para esclarecer seu uso pelo povo de Israel. Nesse segundo momento faremos uso de fontes secundárias (comentários bíblicos e afins).

I – O QUE ESTÁ ACONTENCENDO EM ATOS 1.26?
O registro da expressão “lançar sortes” nos assusta, pois nos faz lembrar algo que está ao acaso. Semelhante a concordar com a afirmação: “É o destino. Tinha que ser assim.”
O contexto de Atos 1.26 é o da escolha do novo apóstolo para o lugar de Judas Iscariotes. Isso ocorre do verso 15 ao 26. Vejamos o que aprendemos com o relato desse fato:
1) Deus é o Senhor da História - Isso é revelado ao relacionar o acontecido com o que está registrado nas escrituras: “Porque está escrito no livro dos Salmos” (Atos 1.20). Em outras palavras: “Está acontecendo o que Deus disse que iria acontecer, conforme registrado no livro de Salmos.” O que está acontecendo não está ao acaso. Deus está no controle. O desejo dos apóstolos é que a vontade de Deus se cumpra nessa escolha: “Revela-nos qual desses dois tens escolhido” (Atos 1.24). Eles conheciam Provérbios 16.33: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão.”
2) Critérios Estabelecidos - A possibilidade de acaso é descartada quando também vemos a seriedade dos critérios estabelecidos: “É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando com o batismo de João, até o dia que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição” (Atos 1.21 e 22). O substituto de Judas teria que fazer parte dos que testemunharam o ministério de Jesus, desde o batismo dEle por João Batista até sua ascensão. Inclusive, sendo testemunha da sua ressurreição. Quando os discípulos “lançam sortes”, não esperam o acaso. Esperam que Deus cumpra sua vontade, pois a capacidade humana para escolha tinha se esgotado pelo estabelecimento dos critérios. A partir daí é a vontade de Deus. Ou seja, o critério conclusivo é a indicação de Deus: “revela-nos qual destes dois tens escolhido.” (Atos 1.24)
3) A Vontade de Deus Buscada em Oração – Eles estavam orando (Atos 1.24). A vontade de Deus estava sendo buscada acima de tudo em oração. Eles não esperavam pelo acaso. Criam num Deus que ouve a oração daqueles que o buscam. O ambiente é de oração perseverante e unânime (Atos 1.14).
O que está acontecendo em Atos 1.26 é a busca da vontade de Deus. Os apóstolos não estão à espera do acaso.
  
II – O COSTUME JUDAICO
“O método empregado pelos judeus era o de colocar os nomes escritos em pedras dentro de um vaso, e sacudi-lo até que uma pedra caísse.” (Chave Linguística do Novo Testamento Grego. Editora Vida Nova, pg 195)
Na verdade esse costume era comum no povo do antigo Oriente. Contudo, o ocorrido em Atos 1.26 foi devido ao costume judaico.
O método foi usado por Arão no dia da Expiação (Lv 16.7-10). Na divisão da terra de Canaã (Js 14.1 e 2). Para designar os deveres do serviço no templo (1Cr 25.8). Também é possível que, inicialmente, o uso de Urim e Tumim pelo sacerdote fosse um tipo de “tirar a sorte” (Leia Ex 28.30; Nm 27.21 e Dt 33.8).
Vejamos o que diz os comentaristas sobre o assunto:
Sobre Êxodo 28.30:
“Talvez valha a pena observar que o oferecer sacrifícios não era, de maneira alguma, a única função do sacerdote israelita. Como observa Driver, a ele cabia dar “Torah” ou instrução (Ex 33.10), decidir por meio de Urim e Tumim (como aqui), e oferecer decisões judiciais ‘perante Deus’ no santuário (Dt 22.8,9). Além do mais, Urim e Tumim não eram a única maneira aceitável de se pedir orientação divina, mesmo no começo da história de Israel (1Sm 28.15). Podemos presumir que, à medida que crescia a atividade profética em Israel, a necessidade de se recorrer a tais meios ‘mecânicos’ de orientação diminuiu. Na Nova Aliança, não é por acaso que, depois da vinda do Espírito (Atos 2), o uso de ‘sortes’ não mais acontece. Deus guia seu povo diretamente.” (COLE, R. Alan. Êxodo, introdução e comentário. Vida Nova. 1980. pg 195. Sublinhado meu)
Sobre Numero 27.21:
“Assim a época de Moisés era bem diferente do período seguinte. Naquela época Deus se fizera conhecer diretamente através de Moisés, um mediador profético; as gerações teriam que confiar nos sacerdotes, os mestres da lei que tinham autoridade para ensinar (Lv 10.10,11). Quando era necessária a direção em assuntos políticos ou militares não abrangidos pela lei, os sacerdotes podiam usar Urim e Tumim como espécie de oráculo.” (WENHAN, Gordon J. Números, introdução e comentário. Vida Nova. 1985. pg 203. Sublinhado meu)
Mesmo no costume judaico fica claro que o uso de tais meios não era independente da vontade divina. Não fica muito claro como era seu uso. Contudo, sua freqüência era mínima. O uso de sortes não se caracterizava como principal meio da vontade divina e não era usado independente de outros meios. Conforme a história de Israel prossegue, Deus substitui o uso de sortes pela atividade do sacerdote, pela orientação da “Torah” (o ensino da lei) e pela atividade profética.
Como devemos buscar a vontade de Deus?
Devemos buscá-la através de conhecer a Jesus. “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” (Hb 1.1,2)
Jesus é a palavra viva de Deus. Podemos conhecê-lo melhor através da Bíblia e da oração. Assim, estaremos andando nos caminhos desejados por Deus para nossas vidas.

*Celson Coêlho
Editor do Blog

(reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor: Celson Coêlho e o blog: http://www.celsoncoelho.blogspot.com)
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

A PÁSCOA NO ANTIGO TESTAMENTO

 *Celson Coêlho

A Páscoa é uma celebração de origem judaica. Sua instituição está no capítulo 12 de Êxodo. O termo Páscoa vem do hebraico pesah significando “passar por cima”. Uma alusão ao livramento divino que, ao passar pelo acampamento egípcio trazendo juízo sobre os primogênitos da terra, “passou por cima” (Ex 12.13) das casas israelitas que tinham o sangue do cordeiro. Era o prenúncio do livramento que ocorreria na saída do povo da escravidão do Egito.
O que era feito na Páscoa?
• Deveria reunir-se em família. Era uma celebração de todo o Israel, mas realizada em família (Ex 12.3,4);
• Deveriam assar um cordeiro “sem defeito, macho de um ano” (Ex 12.5);
• Deveriam comer a carne assada do cordeiro, pães asmos e ervas amargas (Ex 12.8);
• Nas casas onde realizaram essa refeição deveriam passar o sangue do cordeiro nos batentes de cima da porta (Ex 12.7);
• Deveriam comer prontos para partir (Ex 12.11);
• O dia deveria ser um memorial celebrado continuamente pelo povo (Ex 12.14);
• Deveria ser ensinado as futuras gerações (Ex 12.23);
• Deveriam permanecer dentro da casa onde realizaram a refeição até pela manhã (Ex 14.22).

O que Deus iria fazer?
• Traria juízo sobre a terra do Egito (Ex 12.12);
• Destruiria os primogênitos das casas que não tivessem o sangue do cordeiro (Ex 12.12). O primogênito significa a esperança do futuro da nação;
• Proveria livramento para os que tivessem o sangue na porta: “não haverá entre vós praga destruidora” (Ex 12.13);
• Retiraria o povo do Egito livrando-o da escravidão (Ex 12.37).

Observações:
O cordeiro – Era o substituto do primogênito daquela família. Seria destruído o primogênito de toda família na terra do Egito. As famílias que não desejassem sofrer esse juízo deveriam matar um cordeiro. Esse cordeiro seria “incorporado” a família através da refeição. Sendo assim, substituiria o primogênito daquela família. Isso seria possível apenas as famílias que obedecessem à orientação divina. Ou seja, as famílias dos judeus.
• Os pães asmos – Era o pão sem fermento. O pão com fermento levava tempo para crescer. Como a celebração da Páscoa era em condições de partir às pressas (Ex. 12.11,39), o não uso do fermento seria uma forma rápida de poder comer o pão. Era chamado “pão de aflição” (Dt 16.3). O processo de fermentação ocorria da seguinte forma: guardava-se uma massa antiga e crua para azedar (fermentar). Quando fosse fazer o novo pão, misturava com a massa antiga, assim o pão iria crescer. O ensinamento é que o povo deveria deixar de lado a antiga vida e não misturá-la com a nova vida que Deus estava concedendo.
As ervas amargas – Seria a lembrança da vida amarga que tinham na escravidão do Egito: “Os egípcios, com tirania, faziam servir os filhos de Israel e lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo trabalho no campo; com todo serviço em que na tirania os serviam.” (Ex 1.13,14 – sublinhado meu)
A Páscoa tinha a intenção de fazer o povo refletir e olhar em duas direções: 1) atrás, lembrando da vida amargurada sem Deus na escravidão; 2) à frente, para libertação providenciada por Deus.

Bibliografia
COLE, Alan R. Êxodo, introdução e comentário. Vida Nova. 1980. pg 100-107.
Páscoa in CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Candeia. 4ª Ed. 1997.
Páscoa in ELWELL, Walter A (organizador). Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã. Vida Nova. 1990.
A Páscoa in Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. 1995. pg 132.

*Celson Coêlho
Editor do Blog

domingo, 3 de março de 2013

CARACTERÍSTICAS DO CIDADÃO DO CÉU



1Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte?
2Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo, que de coração fala a verdade
3e não usa a língua para difamar, que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo,
4que rejeita quem merece desprezo, mas honra os que temem ao Senhor, que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado,
5que não empresta o seu dinheiro visando lucro nem aceita suborno contra o inocente. Quem assim procede nunca será abalado!

(Salmo 15, na íntegra)


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - A História e a Bíblia


A quarta-feira chamada de cinzas dá início à quaresma da igreja católica. Ela marca o quadragésimo dia antes da Páscoa.
A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.”[1]

A tradição deste dia está diretamente ligada ao carnaval. Em latim, carnaval é “carne vale”, que significa adeus a carne. Com o passar do tempo a expressão tornou-se "carnis valles”, significando prazeres da carne.
“A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne...”[2]

Conforme a simbologia católica, quarta-feira de cinzas é o início de uma mudança. Uma conversão para uma nova vida. Um renascimento. Por isso, um período de quarenta dias (quaresma) que é marcado por penitência e devoção.
No senso comum da população quarta-feira de cinzas traz a ideia algo que foi desgastado pelos dias de festa carnavalesca. Em outras palavras, devido a intensidade da festa as pessoas estão acabadas, em cinzas.
Assim, é possível se acabar no carnaval e depois entrar num período de mudança para chegar bem na “sexta-feria santa”.
Champlin esclarece: “O termo vem da prática da antiga Igreja de Roma de aspergir cinzas sobre as cabeças dos penitentes, visando restaurá-los a comunhão, na páscoa.”[3]
A Bíblia não faz referência a quarta-feira de cinzas. Contudo, traz alguns usos figurados com relação as cinzas.
1. Destruição
"E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente." (2 Pedro 2:6);

2. Fragilidade Humana

"E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza." (Gênesis 18:27);

3. Humilhação (submissão; curvar-se)

"Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza." (Jonas 3:6);

4. Lamentação (tristeza interior; sentir um acontecimento co pranto)

"Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (Jó 42:6);

Que as cinzas possam suscitar o valor figurado explícito na Bíblia. Que a cada dia possamos ter compreenssão da nossa fragilidade e dependência de Deus.
Nos apresentemos a Ele com humilhação e lamentação sabendo que Deus é “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
Essa oportunidade Deus concedeu “a todos quantos o receberam [Jesus], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.”(João 1:12)


[3] Quarta-Feira de Cinzas in Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Página 519.

(reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor: Celson Coêlho e o blog: http://www.celsoncoelho.blogspot.com)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

DEVERÍAMOS LER A BÍBLIA (Entre aspas #6)


“Deveríamos ler a Bíblia por várias razões. Ela deveria ser lida devido aos fatos, e ela também deveria se lida de forma devocional. Mas a leitura diária da Bíblia algo mais na nossa vida – ela dá ás pessoas uma mentalidade diferente. No mundo moderno estamos rodeados pela mentalidade da uniformidade das causas naturais inseridas num sistema fechado, mas, a medida que lemos a Bíblia, ela nos permite vislumbrar uma forma diferente de pensar. Não devemos subestimar o fato de que, ao ler a Bíblia, estamos experimentando uma forma de pensar que é a correta, contrária a enorme muralha que representa a outra forma de pensar que nos pressiona de todos os lados – através da educação, da literatura, das artes , da mídia.”
(SCHAEFFER, Francis. O Deus que se Revela. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. Pg 117 e 118)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PROPOSTA HOMOFÓBICA


Reportagem do NETV, Jornal local da Rede Globo, edição noturna de 16/01/2013, tenta evidenciar o crescimento de crimes homofóbicos. Boa parte da reportagem tomou como base a estatística de ONG´s que tem interesse no assunto. Diz o apresentador: “... aumento de crimes com características homofóbicas...”. Na reportagem, assevera outro repórter: “... uma realidade inaceitável: os crimes motivados pelo preconceito contra gays, lésbicas, transexuais e travestis...
Na mesma reportagem, ao final, com MENOS evidência, veja o que diz o delegado com a estatística da Secretaria de Defesa Social do estado: “... 81% dos casos têm a motivação delineada [quase definida]. Nenhum desses casos há conotação homofóbica... Nós temos como motivação principal o crime passional e a segunda motivação o latrocínio.” (Entre colchetes meu)
Se todos aceitarem o Brasil como um país homofóbico, fica fácil aprovar leis que podem favorecer minorias em detrimento de valores da democracia, tais como liberdade de expressão.
Não devemos aceitar qualquer tipo de violência. Deve-se agir com rigor contra expressões de violência contra a vida. Inclusive o preconceito em relação à cor, raça, posição social ou opção sexual.
Contudo, devemos entender os interesses obscuros que tentam nos vender.
Veja a reportagem no link abaixo.