terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - A História e a Bíblia


A quarta-feira chamada de cinzas dá início à quaresma da igreja católica. Ela marca o quadragésimo dia antes da Páscoa.
A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.”[1]

A tradição deste dia está diretamente ligada ao carnaval. Em latim, carnaval é “carne vale”, que significa adeus a carne. Com o passar do tempo a expressão tornou-se "carnis valles”, significando prazeres da carne.
“A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne...”[2]

Conforme a simbologia católica, quarta-feira de cinzas é o início de uma mudança. Uma conversão para uma nova vida. Um renascimento. Por isso, um período de quarenta dias (quaresma) que é marcado por penitência e devoção.
No senso comum da população quarta-feira de cinzas traz a ideia algo que foi desgastado pelos dias de festa carnavalesca. Em outras palavras, devido a intensidade da festa as pessoas estão acabadas, em cinzas.
Assim, é possível se acabar no carnaval e depois entrar num período de mudança para chegar bem na “sexta-feria santa”.
Champlin esclarece: “O termo vem da prática da antiga Igreja de Roma de aspergir cinzas sobre as cabeças dos penitentes, visando restaurá-los a comunhão, na páscoa.”[3]
A Bíblia não faz referência a quarta-feira de cinzas. Contudo, traz alguns usos figurados com relação as cinzas.
1. Destruição
"E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente." (2 Pedro 2:6);

2. Fragilidade Humana

"E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza." (Gênesis 18:27);

3. Humilhação (submissão; curvar-se)

"Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza." (Jonas 3:6);

4. Lamentação (tristeza interior; sentir um acontecimento co pranto)

"Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (Jó 42:6);

Que as cinzas possam suscitar o valor figurado explícito na Bíblia. Que a cada dia possamos ter compreenssão da nossa fragilidade e dependência de Deus.
Nos apresentemos a Ele com humilhação e lamentação sabendo que Deus é “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
Essa oportunidade Deus concedeu “a todos quantos o receberam [Jesus], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.”(João 1:12)


[3] Quarta-Feira de Cinzas in Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Página 519.

(reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor: Celson Coêlho e o blog: http://www.celsoncoelho.blogspot.com)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

DEVERÍAMOS LER A BÍBLIA (Entre aspas #6)


“Deveríamos ler a Bíblia por várias razões. Ela deveria ser lida devido aos fatos, e ela também deveria se lida de forma devocional. Mas a leitura diária da Bíblia algo mais na nossa vida – ela dá ás pessoas uma mentalidade diferente. No mundo moderno estamos rodeados pela mentalidade da uniformidade das causas naturais inseridas num sistema fechado, mas, a medida que lemos a Bíblia, ela nos permite vislumbrar uma forma diferente de pensar. Não devemos subestimar o fato de que, ao ler a Bíblia, estamos experimentando uma forma de pensar que é a correta, contrária a enorme muralha que representa a outra forma de pensar que nos pressiona de todos os lados – através da educação, da literatura, das artes , da mídia.”
(SCHAEFFER, Francis. O Deus que se Revela. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. Pg 117 e 118)