quarta-feira, 27 de março de 2013

A PÁSCOA NO ANTIGO TESTAMENTO

 *Celson Coêlho

A Páscoa é uma celebração de origem judaica. Sua instituição está no capítulo 12 de Êxodo. O termo Páscoa vem do hebraico pesah significando “passar por cima”. Uma alusão ao livramento divino que, ao passar pelo acampamento egípcio trazendo juízo sobre os primogênitos da terra, “passou por cima” (Ex 12.13) das casas israelitas que tinham o sangue do cordeiro. Era o prenúncio do livramento que ocorreria na saída do povo da escravidão do Egito.
O que era feito na Páscoa?
• Deveria reunir-se em família. Era uma celebração de todo o Israel, mas realizada em família (Ex 12.3,4);
• Deveriam assar um cordeiro “sem defeito, macho de um ano” (Ex 12.5);
• Deveriam comer a carne assada do cordeiro, pães asmos e ervas amargas (Ex 12.8);
• Nas casas onde realizaram essa refeição deveriam passar o sangue do cordeiro nos batentes de cima da porta (Ex 12.7);
• Deveriam comer prontos para partir (Ex 12.11);
• O dia deveria ser um memorial celebrado continuamente pelo povo (Ex 12.14);
• Deveria ser ensinado as futuras gerações (Ex 12.23);
• Deveriam permanecer dentro da casa onde realizaram a refeição até pela manhã (Ex 14.22).

O que Deus iria fazer?
• Traria juízo sobre a terra do Egito (Ex 12.12);
• Destruiria os primogênitos das casas que não tivessem o sangue do cordeiro (Ex 12.12). O primogênito significa a esperança do futuro da nação;
• Proveria livramento para os que tivessem o sangue na porta: “não haverá entre vós praga destruidora” (Ex 12.13);
• Retiraria o povo do Egito livrando-o da escravidão (Ex 12.37).

Observações:
O cordeiro – Era o substituto do primogênito daquela família. Seria destruído o primogênito de toda família na terra do Egito. As famílias que não desejassem sofrer esse juízo deveriam matar um cordeiro. Esse cordeiro seria “incorporado” a família através da refeição. Sendo assim, substituiria o primogênito daquela família. Isso seria possível apenas as famílias que obedecessem à orientação divina. Ou seja, as famílias dos judeus.
• Os pães asmos – Era o pão sem fermento. O pão com fermento levava tempo para crescer. Como a celebração da Páscoa era em condições de partir às pressas (Ex. 12.11,39), o não uso do fermento seria uma forma rápida de poder comer o pão. Era chamado “pão de aflição” (Dt 16.3). O processo de fermentação ocorria da seguinte forma: guardava-se uma massa antiga e crua para azedar (fermentar). Quando fosse fazer o novo pão, misturava com a massa antiga, assim o pão iria crescer. O ensinamento é que o povo deveria deixar de lado a antiga vida e não misturá-la com a nova vida que Deus estava concedendo.
As ervas amargas – Seria a lembrança da vida amarga que tinham na escravidão do Egito: “Os egípcios, com tirania, faziam servir os filhos de Israel e lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo trabalho no campo; com todo serviço em que na tirania os serviam.” (Ex 1.13,14 – sublinhado meu)
A Páscoa tinha a intenção de fazer o povo refletir e olhar em duas direções: 1) atrás, lembrando da vida amargurada sem Deus na escravidão; 2) à frente, para libertação providenciada por Deus.

Bibliografia
COLE, Alan R. Êxodo, introdução e comentário. Vida Nova. 1980. pg 100-107.
Páscoa in CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Candeia. 4ª Ed. 1997.
Páscoa in ELWELL, Walter A (organizador). Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã. Vida Nova. 1990.
A Páscoa in Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. 1995. pg 132.

*Celson Coêlho
Editor do Blog

domingo, 3 de março de 2013

CARACTERÍSTICAS DO CIDADÃO DO CÉU



1Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte?
2Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo, que de coração fala a verdade
3e não usa a língua para difamar, que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo,
4que rejeita quem merece desprezo, mas honra os que temem ao Senhor, que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado,
5que não empresta o seu dinheiro visando lucro nem aceita suborno contra o inocente. Quem assim procede nunca será abalado!

(Salmo 15, na íntegra)