domingo, 29 de setembro de 2013

O NOVILHO CEVADO E A ALEGRIA DO RETORNO (Lucas 15)


*Por Celson Coêlho

Lendo a parábola do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32) vemos o pai mandando matar o novilho cevado para celebrar o retorno do filho perdido. O novilho cevado era um animal especial separado para ocasiões especiais. Os judeus tinham o costume de separar os melhores animais para o surgimento de ocasiões especiais. Se de última hora surgisse uma necessidade de comemoração especial não poderiam pegar qualquer animal. Tinha alguns separados para tal evento. Na parábola o pai declara: “... matai O novilho cevado...” (Lucas 15.23). O texto é específico: O novilho cevado. Não era UM novilho cevado. Se usasse o termo UM, poderia se pegar UM dentre outros novilhos cevados. O detalhe de “O novilho cevado” ainda se repete nos versos 27 e 30. Era o melhor dos melhores que se deveria pegar. Talvez possamos entender assim: o pai tinha um rebanho, desse rebanho separavam-se os melhores novilhos para ocasiões especiais. Eram bem alimentados (cevados). Porém, percebia-se que desses novilhos especiais tinha um que era o melhor deles. Este era separado. Era “O novilho cevado”. Na ocasião mais especial ele era usado.
Quando o pai pede para pegar O novilho cevado ele tem uma certeza em seu coração: não aparecerá ocasião mais especial que aquela. Aquela é a melhor das celebrações. Aquela comemoração é sem igual. A razão é expressa no texto: “porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” (Lucas 15.24) Aquele pai, aquela família, aqueles servos não precisavam mais manter O novilho cevado separado. O sentimento era: “comamos e nos regozijemos” (Lucas 15.23) Esse era o mesmo sentimento do pastor que encontra uma ovelha perdida: “E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida” (Lucas 15.6). Assim também reagiu a mulher que encontrou a dracma perdida: “E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achai a dracma que havia perdido” (Lucas 15.9).
Essas duas parábolas (da ovelha perdida e da dracma perdida) reforçam o ensinamento da parábola do filho pródigo. Elas repetem o mesmo desejo: ALEGRAI-VOS COMIGO! (versos 6 e 9). O momento é de alegria! Alegria dos amigos e vizinhos do pastor (v. 6); alegria das amigas e vizinhas da mulher (v. 9); alegria do pai, de sua família e dos servos (v. 23). É momento de todos se alegrarem. Essa é a alegria da salvação. Alegria da libertação. Alegria por aquele que estava morto e reviveu (v. 24 e 32). Passou da morte para a vida. Essa alegria extrapola a dimensão humana. Ela alcança a dimensão espiritual. Na verdade ela começa no céu:

“Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lucas 15.7)

"Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15.10)

Quando uma vida é salva pelo Senhor é necessário sermos atingidos pela alegria que inunda o céu.

*Celson Coêlho
Editor do Blog