sexta-feira, 26 de junho de 2015

DEUS NÃO ESCOLHE O MENOR DA CASA!



Como gostamos de mudar a essência do agir de Deus para se encaixar em nossas formas.

Agradam-nos os chavões, pois aliviam a grande dor que é pensar e alimentam a autocomiseração, que concede a falsa sensação de humildade. Esses artifícios são muletas para um viver superficial.

Quando Deus escolheu Davi seu alvo não era escolher o menor. Seu objetivo era escolher o homem de coração íntegro. A lição em 1ª Samuel 16 é que nossa forma humana de escolher muitas vezes é incompatível com valores divinos. O desenrolar da vida de Davi mostra que ele era homem segundo o coração de Deus, isto que o fez ser escolhido.

Eiiii! Existe muito menor que se acha maioral. Existe muito fraco prepotente. Existe muito analfabeto orgulhoso. Muito pobre arrogante. Não é a condição social, econômica ou intelectual que determina o que está no coração. Elas são apenas oportunidades para revelar o que sempre residiu no coração.

Um coração íntegro e submisso é o que Deus procura. Esse é quem Deus vai escolher independente da posição que estiver.

Celson Coêlho

domingo, 7 de junho de 2015

FAÇA SUA FAXINA SEMANAL



Ao ler o livro “Viva a Ressurreição” de Eugene Peterson, além de descobrir um brilhante autor, também fui levado a refletir sobre verdades na vida espiritual.

Um desses momentos é quando o autor fala sobre o sábado. Ele, com muita sabedoria, passa por cima de toda aquela discussão do sábado ritual. Se era apenas da lei; se é para hoje; se foi apenas para Israel. Coisas desse tipo que todo cristão zeloso um dia tentou estudar para defender um dos lados. A questão também não gira em torno do sétimo dia semanal, o sábado literal.

O sábado relatado pelo autor é “o dia em que assumiam o compromisso de não fazer coisa alguma para poderem estar livres para ver e reagir ao que Deus é e ao que está fazendo.” Aqui está o real valor do sábado para os judeus (depois esse princípio foi deturpado). Desse sábado precisamos...

Esse momento tem que fazer parte da nossa vida semanal. Tem que virar hábito. Alguns até dizem: “Ah! Mas de vezes em quando eu tiro um dia para isso.” Lembre-se: o que pode ser feito em qualquer dia, será feito em dia nenhum.

Outros podem até lembrar: “Já faço isso no domingo. É o dia do Senhor.” Meu irmão, o domingo é um dos dias mais movimentados para a maioria dos cristãos. Muitos já reconhecem isso. Esse dia que me refiro é o momento onde não entramos em rotina. Nada de carro, ônibus ou trânsito. Sem horários a cumprir. Sem muitas respostas para elaborar. É um momento para ficar “de boa”, diriam os mais jovens.

É um momento de contemplação. De ler a Bíblia sem a correria de um horário previsto. De orar sem fazer pose de oração. De ouvir hinos e entoá-los sem se preocupar se está desafinado. Momento de não exigir nada de Deus e nem de prometer nada para ele. Não é uma programação que criamos ao qual tentamos controlar a situação. Apenas estar com Deus. Contemplar é olhar com admiração, com atenção.

Para alguns esse dia é na segunda. Outros conseguirão separar o domingo. Particularmente consigo separar o próprio sábado. Alguns dirão: “Isso é difícil.” Não é não. Basta querer e persistir. Sei que, inicialmente, o dia todo se torna quase impraticável. Comece com o período da manhã e deixe virar hábito. Em breve o dia toda será simples.

Peterson nos lembra que guardar o sábado é uma “faxina semanal.” É o momento de “se desligar um pouco do mundo com seu jeito de fazer as coisas e de sua própria compulsão de assumir o controle.”

Precisamos dessa faxina.
Precisamos desse sábado.
Precisamos, URGENTEMENTE, de dias a sós com Deus e permitir que ele construa nossa vida espiritual.

Celson Coêlho