sábado, 26 de dezembro de 2015

NÃO DEIXE O FACEBOOK FAZER SUA RETROSPECTIVA DO ANO



Por Celson Coêlho

O Facebook é uma ferramenta incrível. Um dos maiores meios de comunicação atual. Em seu balanço de usuários ativos para o segundo semestre de 2015, conforme Folha de São Paulo[1], seu alcance aproximou-se de 1,5 bilhões. Sendo 968 milhões de usuários ativos por dia.

Esse alcance permite inovações que visam “facilitar” a vida dos usuários. Seus aplicativos e “ajudas” on line já passam da centena de milhares. Uma dessas “ajudas” sugere para o usuário a recordação de momentos importantes (momentos que o Facebook julga importantes). No fim do ano essa lembrança aparece como “Sua Retrospectiva do Ano”.

Uma retrospectiva é uma lembrança de fatos marcantes em nossa vida em determinado período. O termo vem do latim retrospectare, significando "olhar para trás". Acredito que não devemos fazê-la sem objetivo, apenas por fazer. Funciona para rever nossa caminhada, repensar, revisar. É uma reflexão (re= retorno, para trás; flexão=dobra), alegrando-se e revivendo o que foi bom e repensando e melhorando o que não foi.

Essa reflexão ou retrospectiva deve ser feita por você mesmo. Não que a idéia do Facebook é algo horrível, um pecado ou o fim do mundo. Entendo que seja apenas uma forma de “curtir e compartilhar” momentos. Contudo, faz parte da idéia da sociedade atual de que tudo é feito para facilitar nossa vida, não precisamos se esforça para viver a vida. Tudo vai acontecendo... Mas a vida não é assim!

O maior rei de Israel esqueceu esse princípio. Após cometer uma sequência de erros, Davi não soube olhar para trás e refletir sobre sua história. O erro pode ocorrer em nossa vida, mas quando olhamos para trás e repensamos nossas ações, criamos oportunidade para correção. Davi precisou ser alertado pelo profeta Natã. Quando abordou Davi, o profeta contou-lhe uma história. Era uma analogia da própria história de Davi. O rei foi enérgico e disparou o julgamento sobre o personagem da história: “Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve morrer” (1º Samuel 12.5).

Com firmeza arrematou Natã: “Esse homem é você” (1Sm 12.7). Era como se o profeta tivesse afirmado: “Essa é a sua história Davi.” Ele foi insensível e não teve condições de refletir sobre sua própria história. Às vezes somos assim, tanto para refletir sobre as coisas boas ou ruins. A vida é feita de altos e baixos. Alegrias e tristezas. Vitórias e derrotas. Devemos refletir sobre esses momentos, submetendo-os a Deus, para progredir na vida.

A Bíblia nos orienta a realização do autoexame:
Ø  “Esquadrinhemos os nossos corações, provemo-los e voltemos para o Senhor” (Lamentações 3.40);
Ø  “... tira primeiro a trave do teu olho...” (Mateus 7.5);
Ø  “Examine-se, pois, o homem a si mesmo... Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados” (1ª Coríntios 11.28,31);
Ø  “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estas na fé; provai-vos a vós mesmos” (2ª Coríntios 13.5)

Não é um autoexame paralisante onde nos afundamos pelas tristezas vividas ou ficamos “na lua” pelas alegrias obtidas. Pelo contrário, nossa retrospectiva deve nos guiar para o presente e o futuro. Deve colaborar para nosso crescimento como cristão. Deve nos impulsionar para sermos pessoas melhores.

Podemos rever e repensar nossa vida a qualquer momento. Mas o fim do ano torna-se uma boa oportunidade para isso.

Revise sua história.
Reveja seus momentos.
Repense suas ações.
Reviva suas alegrias.
Reavalie suas tristezas.
Não deixe que façam por você aquilo que você mesmo deve fazer. Isso será importante para seu 
crescimento.
Faça sua retrospectiva, isso não é função do Facebook.

Que Deus nos Abençoe!

Celson Coêlho




[1] http://www1.folha.uol.com.br/tec/2015/01/1581963-facebook-supera-estimativa-de-receita-de-analistas-usuarios-ja-sao-14-bi.shtml

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FILME O “QUARTO DE GUERRA” – minhas impressões


Está semana assisti no cinema o filme Quarto de Guerra. Dos mesmos produtores de Prova de Fogo e Desafiando Gigantes, o longa tem um bom enredo e consegue de forma clara transmitir sua mensagem principal. Não é cansativo.

A história se desenrola a partir de um casal que começa a ter atritos no relacionamento. O marido, com sucesso profissional, acredita que a esposa lhe cause problemas. Ela, tenta resolver os desentendimentos guerreando com seu marido. Nesse ambiente de conflito se encontra a filha única do casal que começa a sofrer as consequências.

O propósito do filme é demonstrar que a comunhão com Deus através da oração pode transformar realidades que para o homem já não têm mais esperança. Pode conceder vitórias em guerras que parecem perdidas.

O que achei interessante no filme:

1) Ele revela que é válido lutar pelo casamento e pala família. Vemos descaradamente conteúdos novelescos e também em filmes sobre a destruição da família, onde se propaga traição, violência, etc. Esse filme vai na contra mão dessa onda de ataques a família.

2) A mulher tem papel fundamental na estruturação da família. A mulher traz para o relacionamento familiar o “cimento” da união, do coletivo, da preocupação, da valorização dos sentimentos. A onda da independência feminina traz certa influência sobre a mulher que a faz perder essa função de “elo”. No filme, a esposa, mesmo trabalhando fora de casa, entende seu papel de unificadora e luta para consolidar a família.

3) A oração é a arma mais importante em qualquer guerra. O filme inicia mostrando cenas de guerras e destacando que em todo combate existe um local onde o inimigo é vencido através de estratégias aprendidas e orientadas a partir desse local. Em nossas vidas, esse “quarto” de aprendizado e orientação espiritual é o nosso ambiente de intimidade em oração.

4) O filme transmite conteúdo bíblico-evangélico claro e consistente. A criação de uma “cultura evangélica” não é salvação da humanidade. Não é isso que destaco. A relevância encontra-se em pessoas que não conhecem o Evangelho puderem ter o contato com seu conteúdo (valores) de forma criativa e em seu momento de lazer (talvez até com o cônjuge) em um filme bem produzido.

O filme vale a pena ser assistido. Principalmente pelos casais. Que possamos somar o despertamento gerado por suas cenas ao conteúdo bíblico relativo à oração e praticá-la confiante que Deus tem boas novas para nossa vida e nossa família.

“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade”
(Salmos 145.18)

Celson Coêlho
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