quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Lucas 5: MAIS DO QUE PALAVRAS


 Por Celson Coêlho

A segregação impõe fortes dores psicológicas ao ser humano. Os diferentes, os “defeituosos” sempre são de alguma forma segregados; separados do convívio e evitados.

Na leitura do evangelho de Lucas vimos que tentaram fazer isso com Jesus. “Os da sinagoga”, com a força das suas regras, demonstraram que ele não era bem vindo. Agora, após a chamada dos seus discípulos mais próximos, Jesus tem uma grande oportunidade de desfazer o sentimento de segregação que imperava.

Um leproso vem ao encontro de Jesus (Lucas 4.12-16). Causa estranheza, pois ele deveria estar fora da cidade e ao caminhar deveria gritar: “Imundo! Imundo!” Para que todos se afastassem dele. A lepra era uma doença terrível e temida. Desfigurava a pessoa e, muitas vezes, era fatal. A proteção dos “saudáveis” era afastar o leproso do convívio. Além do mal físico causado pela doença, era imposto um grande peso psicológico.

Encontrando-se com Jesus o homem clama: “purifica-me!” Seu desejo é deixar de ser imundo, não apenas curar-se. É deixar de viver isolado e não ter mais que gritar “Imundo! Imundo!” e ver as pessoas se afastando dele. “Purifica-me!” Torna-me uma pessoa comum novamente. Restitui-me ao convívio entre os outros.

Jesus poderia apenas declarar: “seja curado.” Com certeza assim ocorreria. Porém ele demonstra amor e mostra o exemplo tocando nele. Jesus não precisava de proteção contra os “defeituosos”.

Ele demonstrou com atitude o que afirmou nas palavras: “O médico deve estar onde está o doente e não entre os saudáveis. O salvador deve estar entre os pecadores e não abraçado com os bons” (Lc 5.31, 32).

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Celson Coêlho